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a herança do vazio

Blogue de pensamentos, acontecimentos, experiências, viagens e coisas minhas.

a herança do vazio

Blogue de pensamentos, acontecimentos, experiências, viagens e coisas minhas.

15
Dez19

Itálica; Sevilha; Andaluzia; Espanha

m.

Sou consumidora assídua de programas culturais, que infelizmente não abundam na nossa televisão tdt (ainda não aderi ao cabo/fibra/o que seja, e não sei se alguma vez o farei), mas isso são contas minhas. E vejo bastante televisão espanhola (privilégios de morar na raia), e no canal deles similar à nossa RTP 2, passam horas a falar de cidades, pelo mundo fora, e um dia destes falaram sobre Itálica, e é maravilhoso, ouvir, e ver através da caixinha mágica. Mas mal eu sonhava que este ano tive o prazer e o assombro de pisar, de ir, de me maravilhar com este paraíso deixado pelos romanos, e que felizmente chegou aos nossos dias, e está a ser preservado e restaurado o máximo possível, porque no país vizinho a cultura é "cultivada". 

É uma sensação maravilhosa pisar aquele palco, passear pelas ruas, espreitar para dentro das casas, estar no coliseu, no mesmo local que os imperadores, e toda a prole romana. A visita foi curta, mas foi espectacular, aprendi muito a respeitar os arqueólogos e a pensar emocionada no prazer de descobrir qualquer objecto carregado de vida,  e de história. 

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Sobre Sevilha, pouco tenho  a dizer, excepto que é uma maravilha apreciar a cidade desde as Setas, uma vista espectacular sobre toda a cidade, que é enorme, é como um museu  a céu aberto, para onde quer que olhemos, é diferente e digno de contemplação. As ruas só por si são espectaculares, felizmente que estava pouco quente, porque mesmo no Outono fazia calor, depois de passarmos por uma casa de flamengo (pena o espectáculo ser só nocturno), e da visita a sempre emblemática catedral e a famosa Praça de Espanha, Sevilha soube-me a quero ver mais, explorar cada canto, recanto, terraço e percorrer sem horários, as ruas e os bairros típicos. 

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15
Dez19

Caminito del Rey; Málaga; Andaluzia; Espanha

m.

Depois de uma sexta feira super, hiper, mega cansativa, acordar sábado ás 4 da manhã, para sair ás 5 e meia, e estar na entrada não sei que mais do Caminito del Rey, foi só por si uma maratona, mais dos organizadores do que minha, porque eu cá sou rapariga que gosto de cumprir e se me dizem que tens de acordar antes das galinhas, comer numa barragem, em pé ao frio, a prometer chover (foi só promessa), eu cumpro de boa vontade, porque o interesse de ir fazer o Caminito é meu. Por isso senhores trombudos, com cara de sono, dormem na volta no autocarro, okay, deixem o mau humor em casa, estamos a passear, desfrutar de uma paisagem invulgar e milenar. Espírito de equipa, de companheirismo e medo porque ai e tal o Caminito mete medo, e eu tinha visto um filme algo terrorífico, mas quer dizer pagam aos actores para lhes acontecerem tragédias, e coisas boas, e é o trabalho deles. Mas realmente eu pouco ou nada (mais nada do que algo) sobre o Caminito, e para começar (ainda antes dos bilhetes e dos capacetes, e tal, tivemos de correr, não literalmente, que o pessoal não é nada dado a maratonas, mas subir, e depois o terror de passar por um túnel ás escondidas, onde anda a lanterna do telemóvel quando é preciso??? nem houve tempo, é andar e "Punto!", chegamos a horas à  entrada, porque cumprir horários é com os espanhóis, não para chegar a horas tivemos de correr, tipicamente "Tuguês". Como éramos muitos, fomos divididos em grupos, nós ficamos a ver os outros partir, entregues a um Guia muito simpático, e quando chegou a nossa altura de entrar, vamos lá então, fazer o Caminito. Escarpas, o rio lá no fundinho, pequenino, parecia um regato, mas olhar lá para baixo era vertiginoso, mas é para isso que nos temos de desafiar a nós próprios, olhar sem medos agarrada ás barras da passagem pedonal, e olhei muitas vezes, porque havia tanto para ver, para desfrutar a natureza em comunhão com o trabalho do home, uma comunhão perfeita, claro que tem vertigens é complicado, mas é uma experiência única, se quero repetir, claro que sim, podemos ir amanhã? A ponte suspensa, mete respeito, todo  caminho é seguro e estamos sempre acompanhados por vigilantes, que se for necessário nos auxiliam, não precisamos e fizemos o caminho com alegria, companheirismo e entre ajuda aqueles que nos pareciam ir com mais dificuldade, é fácil, não subimos, só descemos na parte final do trajecto, e são uns quilómetros, que quando cheguei ao fim, me apetecia voltar a percorrer. 

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06
Nov19

Braga- Bracara Augusta; Dos romanos pertença e dos nossos dias cosmopolita

m.

Acho que sem querer fiz um verso. A visita começou, com um contratempo, encontrar um buraquinho para estacionar, felizmente alguém conhecia os cantos e recantos, se fosse eu, ainda hoje andava à procura.

Uma cidade com muita história, e muitas igrejas, cada uma com o seu estilo, e sendo a Cidade dos Arcebispos, não podia deixar passar esta viagem sem conhecer algumas das suas Igrejas.

20191026_120216.jpgComeçando pela Igreja de Santa Cruz, com o enigma dos galos casamenteiros, curiosidades da nossa cultura. Uma Igreja em estilo Barroco, com representações de Cristo nas  diferentes Estações da Via Sacra, imponentes e impossível não sentir respeito, por majestosas obras.

Nas ruas de Braga ainda é possível ver algumas curiosidades, como mercearias centenárias, casa típicas, mais ou menos conservadas (como nas grandes cidades, o betão ganha à tradição), espaços verdes, o entrosamento entre o tradicional e o moderno, mais ou menos conseguido.

20191026_134737.jpgA Sé Catedral de Braga impressionou-me, pela sua beleza, o mau é que tínhamos o museu fechado e não tínhamos "tempo para esperar", porque havia tanto para ver.

Calcorreando as suas ruas, entramos na comida mais típica de Itália (La Piola), pizza, como não podemos deixar fugir as tradições dos nossos almoços/jantares, a surpresa foi que a pizza era deliciosa, o espaço super agradável, os funcionários simpátiquíssimos, e adorei esta nossa tradição. Eu sei, os pratos típicos de Braga são maravilhosos, muito famosos, e tem todos um aspecto, delicioso, mas a minha pizza era mesmo deliciosa.

Para fazermos a digestão, do almoço, nada melhor que passar novamente pela Sé, museu ainda fechado, desistimos, vamos ter de voltar. Isto deixou-me triste, porque quem anda a passear e numa cidade cheia de turistas, deviam precaver estas situações, alternar as horas de almoço, optarem por contratarem mais pessoas,  nas atracções mais turísticas, não fechar para almoço. Bom, foi o menos do dia.

A Fachada da Biblioteca de Braga é digna de nota e de uma visita ao seu interior, noutra altura, porque se a fachada é linda, nem quero imaginar o interior.

Depois de uma paragem para o café, e para descansar, do tempo primaveril, com que Braga nos brindou, rumamos em direcção ao Museu dos Biscainhos, a visita guiada era ás 15, só tínhamos 15 minutos para ver os jardins, mas quem consegue ver a maravilha de jardim em tão pouco tempo? Ficamos pelo primeiro patamar, e não vimos tudo, e fomos à visita guiada, mas guiada só pelo espaço, nada de explicações, ou tempo mais prolongado para visitar cada um dos espaços, rapidez, e eficiência, é a característica do funcionário, o moço, andou literalmente a correr quando nos foi mostrar os estábulos e a cozinha....faltou tanto da casa para vermos, vimos o salão nobre, se quiseres saber o que é lês os informativos à entrada de cada sala, e estão em letras impróprias para pessoas que precisam de óculos, como eu, que fui ao engano, pensando que nos ia calhar uma explicação, e não tive de sacar os óculos da mala e ler, rápido, porque outra sala nos espera. Fiquei curiosa com os restantes espaços da casa, porque apenas vimos, a sala de jogos e música, a sala de estar, a sala de jantar, gabinete, os estábulos e a cozinha, na cozinha fiz questão de me demorar e ver como deve ser, a rusticidade dos objectos, o "corredor" que me espere..

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Sinto nesta visita, que me ficou a faltar muitas salas e coisas que ficaram por ver, e achei estranho não termos um vislumbre dos quartos, e a escadaria principal que devia ter sido apreciada como a maravilha que é. Voltar, sim, mas com outro funcionário que seja um bocadinho mais calmo e menos stressado.

Torre de Menagem os seus pisos, cada um destinados a  épocas distintas da história desta cidade, a vista que se alcança do alto desta torre, não são só telhados, vemos uma perspectiva de todos os lados da cidade, e com um bónus, não se paga. É grátis, e não vi acesso para pessoas com pouca mobilidade, as escadas, bom o que é mais uma subida depois de calcorrearmos muitas ruas de Braga?

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Para terminar e estando um bocadinho "de rastos e a arrastar-me", paramos para ver a Casa dos Crivos, (sabem, quando as janelas só permitem ver para fora e nada para dentro), tinha uma exposição de fotografia, que aproveitamos para ver, também era tudo grátis.

No fim do dia, ficou uma sensação de cansaço, querer voltar e voltar a ver, o que já vimos, mas também o muito que ficou de fora. 

 

 

 

29
Out19

Cáceres - Extremadura

m.

Esta não foi a minha primeira visita a esta cidade-museu a céu aberto. Da primeira vez já lá vão uns anitos, fomos a Badajoz (sim, e comprámos caramelos), e como estava um tempo ameno, subimos até Cáceres.

Cáceres com o Centro Histórico, Património Mundial da UNESCO, e como não podia deixar de ser, em Espanha, prima pela conservação arquitectónica e pela limpeza. Uma cidade que apesar da sua parte história que não podem perder, tem a parte moderna que é igualmente digna de uma visita, cada uma com o seu encanto.

Começando e terminando na  Plaza Mayor, como não, paragem para uma caña, confesso que não sei como se escreve, mas sei como sabe, a cerveja fresquinha, ideal para reforçar as energias.

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29
Out19

Descobrindo a Andalucia e Extremadura

m.

Perguntem-se se quero ir a Espanha, e eu digo logo que si,  (já respondo como espanhola), sim, perguntas-me se quero ir à Região da Andalucía, e eu respondo-te, já ontem era tarde!

É um daqueles locais, que sempre ouviste falar, vês fotos, documentários, mas nada te prepara para a beleza daqueles pueblos, cidades, paisagens.

Neste pequeno passeio, visitamos Sevilha, Cáceres (esta cidade  pertence à Estremadura), lá terei que reformular o post....assim já não têm dúvidas, e foi reposta a justiça para com Cáceres, seguiram-se Ronda, Itálica e não fomos a Málaga, porque nos deslumbramos e caminhamos pelo Caminito Del Rey. As outras cidades terão de ficar para mais tarde, porque o tempo ás vezes é nosso inimigo.

 

 

08
Ago19

Peniche

m.

Bem depois de um sábado desconcertamtemente cansativo, com mil afazeres, chega o domingo nublado e quente, mas com previsão de sol, lá mais para a tarde.

Arrancamos em direcção ao Cabo Carvoeiro, Peniche, e as Berlengas ali tão perto e ao mesmo tempo tão distantes, distantes para mim, que não arrisco um passeio de barco, nem que seja o rápido cacilheiro do Tejo. Enjoo e nem as mezinhas nem os medicamentos me salvam.

Respirar ar puro e ar puro marítimo deve ser das coisas mais belas e relaxantes estar ali, em paz, com a calma das ondas a bater nas rochas, aquele som capaz de acalmar mesmo as almas mais atormentadas, ver os domingueiros em trajes de banho ou passeio, ouvir as gaivotas, ver os animais marítimos, tudo isto em menos de nada, só desfrutando e apreciando a paisagem.

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08
Ago19

EcoMuseu Salinas de Rio Maior

m.

Parece mentira, mas não, eu morei a cerca de 20-25 minutos desta cidade, Rio Maior,  e ia frequentemente à "santa" feirinha, sempre ouvi falar das Salinas, desde pequena, e passar ali, nem me canso a fazer as contas, e vergonha da minha ignorância, nunca tinha lá estado. O ano passado, naqueles dias de calor terrorífico (sou eu que gosto mais das temperaturas amenas e o calor atrofia-me o sistema), fomos lá, não havia trânsito (claro praias), e fomos recebidos por um espectáculo majestoso, ao longe, no fundo do vale aqueles rectângulos de branco e transparência. Fiquei fascinada e prometi a mim mesma levar lá todas as minhas visitas.

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Este ano e como é um dever também nosso, mostrar maravilhas da nossa cultura a quem não conhece, voltamos lá, e  a sensação é a mesma, começas a vislumbrar as salinas lá no alto, e o sol a brilhar nas águas, e vês deslumbrada aquela brancura salgada,  sentes a salinidade no ar, porque a brisa calma (palavras do senhor que andava a juntar o sal já feito) ajuda muito o processo de salinização. As pessoas gostaram, e eu também porque é bom descobrir, preservar e divulgar o nosso.

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12
Jul19

São Torcato e arredores

m.

Um dia de calor qb, um encontro planeado e há muito desejado. E uma descoberta de um lugar com encanto, religiosidade e esquecido e por muitos desconhecido, o Mosteiro de São Torcato, na vila com o mesmo nome e próximo da nossa cidade maior, Guimarães (desculpem as outras. mas eu e esta cidade temos um não sei quê de cumplicidade). Quando me propuseram o passeio e a vista, fui buscar porque na minha ignorância, desconhecia a lenda e a vivência deste Santo, e senti-me tão bem, uma calma, uma sensação de paz, e desconexão com o quotidiano, que foram umas horas que me pareceram semanas.

Antes passamos pelo Campo da Ataca, em que se celebra a homenagem à Batalha de São Mamede, tem lógica  e sentido, a  não ser mesmo na cidade e sim nos arredores. O que me desiludiu, foi o aspecto de quase abandono e a falta de algo mais "chamativo", porque só mesmo quem conhecia me poderia ter levado lá, obrigado I., és a minha guia favorita.

Entre pontes medievais e moinhos de água, passeios,  caminhadas matinais, assim se passou o dia....e aquela pizza ao jantar (restos de almoço) soube a saudade e a um até breve.

11
Nov18

Porto em dia de temporal

m.

Eu adoro o Porto, cidade, acho uma cidade com um encanto especial, e adoro a pronúncia e acho as pessoas super simpáticas, tenho sempre uma excelente impressão cada vez que vou.

Desta vez não foi diferente, com hora marcada para compromissos de manhã e de tarde, sem sequer pedir, a senhora disse-me se queria que ela visse se a colega me podia também atender de manhã, para não perder tanto tempo ali. Não pedi nada, a solicitude dela foi espectacular e muito atenciosa, fazem falta mais M* assim no atendimento. 

Claro que depois dos compromissos tratados tinha bastante tempo para passar pelos pontos que tinha planeado, mas desta vez o tempo não ajudou, deu isso sim para me ir abrigando e descobrindo tesouros escondidos do Porto, em passo de empurrão pelo vendaval e pela chuva que estava a aumentar de intensidade, o vento também, e nem o meu chapéu resistiu à intempérie.

O almoço foi, não uma francesinha mas uma tosta mista (era mais rápida) e de sobremesa comprei uns palmiers gigantes com uma aroma e um gosto de comer dois ou três logo de seguida, o senhor bem me disse para os levar todos, e tinha razão, mas da próxima não me escapam mais um, porque era mesmo delicioso....

Tive a sorte (estava a chover e foi um bocado para me abrigar) de assistir a um Concerto de Órgão na Igreja dos Clérigos, uma surpresa muito bem vinda, ainda descobri a "Casa Escondida" entre a Igreja das Carmelitas, adorei um verdadeiro tesouro. Depois de ter ficado com o chapéu mesmo virado, varetas partidas ainda fiz uma conversa com uns espanhóis em "portunhol", porque a eles lhes aconteceu o mesmo, e não dava para chorar por isso rimos da situação, e soube muito bem, a passo de quase corrida (o vento estava possuído), empurrada pelo vento entre noutra Igreja a de Santo António, quantas vezes já por ali passei??? Centenas, e como não entrei, foi a pergunta que fiz a mim mesma. 

Apesar de ter o Café A Brasileira mesmo à minha frente, não ousei atravessar a rua, e entrei numa confeitaria, e saí de lá com um café e um mini bolo rei....

Uma viagem curta, chuvosa, ventosa, com prejuízos (ninguém gosta de perder o seu único chapéu de chuva), mas rica emocionalmente, culturalmente, e desgraçadamente com umas boas gramas a mais. 

 

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12
Jul18

Fomos a Madrid e a Segóvia; peripécias

m.

Olhem só mesmo eu para começar a correr assim que vejo uma estátua de um dos meus pintores que sempre quis conhecer as suas obras originais, as réplicas essas já as tenho, obrigado.

Diego Velázquez, sabia que no Museu do Prado, havia uma porta Velázquez, e andava à procura, quando a encontrei, delirei. assim mesmo, eufórica e excitada como uma criança numa noite de Natal, e pedi ao nosso guia a nossa bandeira, porque hoje estávamos em Espanha mas também a pensarmos em Portugal e saco do telemóvel e peço para nos tirarem a foto,  a mim à bandeira e ao pintor, ao qual cortaram a cabeça, pânico, assim que vi a foto só queria voltar para trás e voltar a pedir a alguém que soubesse mesmo tirar fotos, para a repetirmos, mas não houve tempo, o restante grupo já se estava a afastar e tive de correr em plenas "calles de Madrid" atrás do guia para lhe devolver a bandeira. Só eu, felizmente alguém tirou uma foto como deve de ser, mas só a vi passado uns dias. Obrigado J.

O resto do tempo portei-me como uma pessoa normalita, sem correr a tirar objectos ás pessoas, excepto no domingo de manhã, emoção de estar no estádio do CR, foi superada por poses estranhas a ouvir os hinos das celebrações, ao pé das taças, será que existe outro clube com tantas ou mais taças de todos os tamanho, feitios e importância. Mas foi uma emoção controlada, pena que entretanto o CR tenha saído, por motivos que nem quero opinar.

Em Segóvia a única peripécia, foi, ver um manequim e dar-lhe o braço....okay sol a mais dá nisto. Felizmente poucas pessoas viram, mas há provas.....

 

 

11
Jul18

Fomos a Madrid, e a Segóvia

m.

Que fim de semana tão, acho que ainda ando a procura de adjectivos para associar a este passeio e a esta cidade e cidades de Espanha, o único ponto negativo foi não termos ganho o jogo. E os espanhóis também festejarem a nossa derrota, mas os festejos deles foram de pouca dura, nem 24 horas, o karma é lixado e ri melhor quem ri por último, nós.

Saímos de madrugada porque é longe e fomos de autocarro, em excursão organizada, e chegamos na hora certa, depois do pequeno almoço e antes do almoço, a Madrid, e logo com as jóias da coroa (agora estou a lembrar-me de uma fala numa série, adiante), o Palácio Real e a Catedral de Almudena, que vistas espectaculares, aquele passeio por aqueles jardins, do pouco que vimos, foi um cheirinho a quero mais. Aquele Palácio e a Catedral merecem umas visitas mais em detalhe. Ainda conseguimos entrar numa das capelas laterais da Catedral e deu para rezar pela nossa selecção (os Argentinos estavam lá a orar). Adorei as portas em bronze com relevo.

Seguimos em direcção à Puerta del Sol, e claro, tive que "fugir" para ir tirar uma foto ao símbolo máximo de Madrid, O Urso e o Medronheiro. Depois já não tive foi tempo de ir ao Quilómetro 0, fica para uma próxima.

O almoço livre teve de obrigatoriamente incluir bocadillo, senão não era passeio a Madrid.

De tarde um passeio obrigatório ao Passeio del Prado, Atocha e ao Museu Rainha Sofia, assim em passeio e em grupo foi uma experiência muito positiva, entre risos, conversas e pequenos malabarismos, foi uma tarde bem passada, que terminou no Parque del Bueno Retiro, e unas cañas, que souberam pela vida, e a terminar a nossa empada levada aqui da cidade que estava 5*.

A noite foi para o futebol, e para ver as vistas de noite, isto foi uma surpresa que não estava incluído no itinerário, mas esta organização ( http://www.ideiasessenciais.pt/   Passeios Faustino) supera sempre as nossas expectativas. E em Madrid nada melhor que para passear de noite, que os bairros típicos, nós fomos, para o Bairro de la Chuenca, um bairro típico e castiço, onde predominavam os símbolos da semana do Orgulho, celebrada em Madrid, bares com história e muita animação.

No segundo dia, estava expectante para conhecer o interior de um estádio, não a parte bancadas/relvado, mas o núcleo central, e nada melhor que uma tour pelo estádio de Santiago Barnabéu, para com uma visita a sala de troféus, aos balneários, ao relvado, e a comoção de vermos o Nosso Cristiano em grande destaque por todo o lado (pena que já tenha saído), um orgulho.

De tarde era hora  de virmos embora, que ainda nos esperavam uns bons quilómetros, e surpresa, é anunciado uma paragem e passagem numa cidade que fica a caminho e que é Património da Humanidade, Segóvia, aqui esta vossa "blogger" (olha a pretensão da rapariga), pensava erradamente que esta cidade se situava no sul, não, é mesmo aqui perto e linda, umas vistas carregadas de história, ruelas calcorreadas por milhentos e um aqueduto que me deixou sem palavras. A Catedral é qualquer coisa de maravilha e encontrei o António Machado, o escritor com nome português, mas com alma espanhola.

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Aqueduto Romano de Segóvia

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Catedral de Segóvia e Praça

 

Foram dois dias de caminhadas que não cansaram, de vistas de obras desconhecidas de companheirismo e de deslumbramento, porque por mais fotos que vejas, nada nunca supera o original.

30
Abr18

Caminhada pelos Passadiços do Paiva; Arouca

m.

E o dia escolhido para a caminhada foi o dia da Liberdade, o dia 25 de Abril. Tempo ameno, de Primavera? Não, calor de Verão, mas quem caminha por gosto, isso nem foi uma preocupação por ai além. 

Com algumas paragens por imprevistos ( o que é uma excursão sem imprevistos e atrasos, não era  a mesma coisa), sempre explicados pelo grupo organizador (Ideias Essenciais Eventos e Passeios Turísticos Faustino Teixeira são cinco estrelas). Com a primeira paragem em Vila Real, café, pequeno almoço, ou o quiséssemos, porque já levávamos uma hora de autocarro, soube bem começar este pré aquecimento.

Depois e eu sem fazer ideia onde se situavam os Passadiços nem pouco mais ou menos, demoramos mais umas duas horas de autoestrada e estradas nacionais, que pecaram pela triste paisagem enegrecida e triste, ainda no autocarro e como tínhamos de ir nas localidades a passo de parados, dizia adeus às pessoas que em dia feriado aproveitavam para tratar das suas culturas agrícolas (vulgo semear / cavar batatas), foi divertido, porque elas paravam para descansar e algumas acenavam, isto é da herança, desde sempre me lembro do meu pai cumprimentar todas as pessoas por quem passava na aldeia vizinha, mas ele conhecia as pessoas, eu não, mas o meu avô materno fazia o mesmo, e ele tal como a neta não conhecia  as pessoas), depois de muitas curvas, descidas, subidas, e mais disso, parecia que nunca mais chegávamos, mas eis-nos à beira do Rio Paiva, no local de partida/chegadas, para embarcarmos, ou melhor caminharmos, nestes tão famosos passadiços.

A organização, que já tinha feito um breve briefing (ai que me lembrei de quando trabalhei naquela empresa, onde todos os dias tínhamos um briefing, nunca mais tinha ouvido a palavra), e explicado, combinado, e avisado das regras e dos cuidados a ter em respeito pela Natureza e pelos outros Caminhantes (isso devia ser Civismo e senso comum), mas é realmente sempre melhor avisar e relembrar, porque mesmo assim, ainda me insurgi por ver uma pessoa adulta, a dar um rebuçado, ou o que fosse  a uma criança e a deitarem os papéis fora (e eram do nosso autocarro). 

Começamos a caminhada no sentido Espiunca - Areinho  e terminávamos o percurso com cerca de 300 escadas para subir, e umas quantas (500? para descer), com isso em mente, propus-me poupar na água, só mesmo em SOS, e na alimentação, antes de começarmos uma barrita, a hora do pequeno almoço já ia longe.

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No início começamos um grande grupo, mas como era para caminhar ao nosso ritmo e apreciando as maravilhas da natureza, impossível não parar e ouvir o relaxante som dos rápidos e da água, que ao longo de todo o percurso nos acompanhou, seja no rio (lado esquerdo), ou caindo por entre as pedras e encostas do nosso lado direito. 

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O verde da paisagem é ia dizer bonito, mas é pouco, é de um deslumbramento que nos deixa como que enfeitiçados, e a queremos (eu pelo menos) explorar essa zona de vegetação tão diferente, e ao mesmo tempo apelativa. E fomos em grupos mais ou menos pequenos consoante as companhias e os passos ao nosso ritmo, parando aqui e ali para apreciar convenientemente a paisagem e descansar um pouquinho, porque o calor era muito.

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A meio do percurso e previamente definido paragem para reabastecer, tinha de ser, e soube mesmo bem. Aqui no meio do percurso encontram-se dois ícones dos passadiços a Cascata e a ponte suspensa (medo), no meio da natureza a pureza das 

águas refrescantes e relaxantes, apetecia ficar mais um bocadinho e tomar um duche ou um banho no rio, mas nada que pudesse fazer neste dia, mas quem sabe da próxima vez, com mais calma e tempo.... 

Continuando que isto de passar a ponte suspensa é de meter medo, não o fiz, sei que começava a tremer mas deve ser uma experiência fixe, para os radicais, para mim passo, obrigado, mas gostei de ver a fila interminável para a passar duas vezes. 

Com  a força do calor, começamos a sofrer um bocadinho, e ao longe os passadiços tornaram-se assustadores, mas como tinha de ser, coragem e força, para iniciarmos a subida, mas na curva do rio, vemos a  Cascata das Aguieiras e incrível a Natureza  a água a cair das serras e a força que nos transmite e permite encarar a subida com algum entusiasmo (bom não era hipótese desistir). 

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 Esta subida interminável, custou-me um bocadinho, mas depois a preocupação e a entreajuda a quem estava pior e lhes foi mais difícil, não parei  a pensar no que tinha pela frente, era sempre mais um lanço, que estamos no bom caminho, entre nós lá fomos lanço a lanço, e com a paisagem deslumbrante chegamos ao topo, vitoriosas de um longo caminho percorrido. 

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Depois da encosta de subida, a descida, e mais uns quantos passos para terminar e encontrar-nos todos no ponto de encontro Areinho pausa merecida e desejada para refrescar, café e água, para repor energias, que ainda nos faltava mais um bocadinho até ao autocarro.

Depois veio o repor das energias, que a organização nos proporcionou, excelente serviço, aquela paparoca sobe que nem um manjar e o local foi inteligente Monte e Capela da Senhora da Mó; Arouca. 

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Ainda tivemos tempo para uma breve visita a Arouca, que tem uns doces conventuais divinais, e gente super simpática, falo pelo senhor da pastelaria, que nos ofereceu um dos doces típicos e nos explicou cada um deles.

Uma excelente caminhada em boa companhia com uma organização excelente que estavam sempre prontos para esclarecer e ajudar http://www.ideiasessenciais.pt/

 

 

 

 

 

19
Fev18

Passadiços do Paiva

m.

Depois de muitas hesitações, adiamentos e outras coisas, agora é que é, temos data e muita vontade, e o treino já começou....dizem que é difícil, mas se fosse fácil não era para nós, assim em Maio contamos ir finalmente aos Passadiços do Paiva, subir e descer, mas sobretudo desfrutar e aproveitar a maravilha que a natureza e o homem nos proporciona.

10
Fev18

Por terras raianas

m.

 

Num sábado cinzento, frio e chuvoso, está-se com a neura e o melhor é sair do local onde a neura ameaça engolir-nos, é pegar no carro e meter pneus a caminho, partir sem destino, e ir parar a outro País, não não quero há demasiada alegria ali, eles estão em plenos corsos carnavalescos e isso piora-me a neura, opto por embrenhar-me em terras do Barroso, em aldeias desconhecidas e ruelas vazias, mas numa dessas aldeias, encontro uma aldeã, que vendo-me estacionar, me espreita, e eu apreciando as vistas e o ar puro, dou-lhe as boas tardes, ela respira de alivio, e começamos a conversar trivialidades, sobre o tempo, as ruas desertas, as cidades que tem tanto e nada para oferecer, e neste meio tempo, tudo o que me "neurava" passou, e apesar do frio e do vento gelado, senti-me renascer, e ficar muito mais disposta para enfrentar tudo e todos.

 

26
Out17

Sábado em Guimarães

m.

Passear por cidades que eu gosto nunca é demais para mim, e sempre descubro coisas novas e diferentes.

Um encontro em Guimarães é sempre especial, pela companhia, e pela perspectiva de voltar a visitar esta cidade que eu ADORO.

Desta vez e contrariamente ás anteriores, fui estacionar num local, que sabia onde era, mas não sabia como lá chegar, conclusão, falhei o cruzamento de entrada, mas como tenho um sentido de orientação, "ni" a pesar para o "si", percebi que de alguma forma e perante alguma manobra tinha mesmo de voltar para trás, senão ia ter nem sei eu onde, claro que quando voltei para trás, a minha velocidade passou para "velocidade de procura de indicações", mas não havia, e se as havia eu não as vi. Assim que voltei no cruzamento, e depois no outro, via que ia no caminho certo, e eis-me perante mais um engano, voltei a falhar a entrada do estacionamento, perante tanto engano logo pela manhã (e ainda nem eram 10 horas), imaginei que o resto do dia is ser assim, meio equivocado. Errado!!!

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Paço dos Duques; Guimarães.

 

O objectivo deste dia era variado e tinha de aproveitar o tempo ao máximo, foi um bónus apesar dos enganos, estar á hora de abertura do paço dos Duques, para ver a Exposição "Leonardo Da Vinci, O Inventor", e conseguir ter a possibilidade de ver a exposição calmamente e sem burburinho, poder ler todos os painéis e ver as réplicas das suas obras, no final senti-me feliz e ainda mais admirada por um Criador, que com a sua visão futurista e inconformada nos antecipou o futuro de forma tão espectacular.

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Exposição Leonardo Da Vinci, O Inventor; Paço dos Duques; Guimarães.

Depois deste "banho cultural", e ainda sendo cedo, parti á procura de alguém e percorri outras ruas menos turísticas, e depois de todos os elementos presentes, a visita ao Palácio Vila Flor, deixou-me com vontade de assistir a algum concerto, muito especial, vamos sonhando.......

O almoço foi um acontecimento, num local repleto de referências á leitura e nós que adoramos ler, adorei o espaço, os pequenos mimos, os gestos de simpatia, tudo regado com um delicioso almoço.

A sobremesa, veio de fora

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Pastéis de Nata, Natas, do Norte ao Centro, quais as mais deliciosas.

 A tarde passou a correr entre Castelo, Monumentos, Igrejas, Estátuas, explicações apressadas que o tempo, quando estamos a passear voa nem sei por onde, e quando damos por ela é um até breve, porque esta é a parte mais difícil, o adeus.

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Estátua de D. Afonso Henriques; Guimarães 

Aproveitando o resto do dia, ainda aproveitamos para visitar três santuários, São Bento das Peras, com os seus miradores dos quais podemos apreciar as vistas. Santuário da Senhora da Lapinha, respira-se tranquilidade. E por fim o Santuário da Penha. Um final de passeio espiritual que nos proporcionou alguns momentos de recolhimento, reflexão e oração.

 

 

 

24
Out17

Galicia Encantadora e Valença do Minho

m.

Neste fim de semana fui numa excursão, ou passeio turístico?. Não sei o termo certo, mas fui eu e mais 50  num confortável autocarro e não é que adorei, apesar de ir cheio de avós e alguns netos (nós), o convívio e a excelente organização aqui , fizeram o resto.

Saímos em direcção a Ourense, num passeio pelas termas ao ar livre e pelo centro da cidade, conhecia um bocadinho, e o tempo não estava propício a grandes passeios, mas deu para tomar o pequeno almoço e passar pelas ruas principais. De manhã cedinho com um tempo de chuvinha o que

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Termas; Ourense; Espanha

nós queremos é um café-solo, com um croissant fresquinho com um queijinho delicioso. Depois do passeio parou de chover e saímos em direcção a Salvaterra do Miño com sol e calor.  Nestas paisagens e ali como cá o verde é substituído pelo negro dos fogos, e é tão desolador ver as paisagens verdejantes negras e mortas.

Chegados ao local, degustar um excelente almoço no Restaurante Casa Lino, era tudo o que precisávamos,  e o mesmo excedeu as expectativas, quer em termos de comida, quer de companhia e animação, porque a tarde prometia cansar.

DSC08233.JPGMega-Cacete; Salvaterra do Miño; Espanha

 

Depois de um almoço bem temperado e regado, claro que necessitávamos de exercitar os músculos e nada melhor para o fazer que no nosso País tão lindo e desconhecido, passando Monção, começamos a avistar Valença, e para mim que não conhecia tive um prazer redobrado e uma boa surpresa ao visitar e conhecer o interior desta cidade fronteiriça.

DSC08278.JPGParede de Água; Valença do Minho; Portugal

 Em direcção a Pontevedra deu para descansar os olhos, vulgo dormir, e quando atravessamos uma das suas inúmeras pontes deparei-me com uma cidade moderna e conservadora do seu património histórico, ver as Ruínas de San Domingos, foi um retroceder no tempo, respirar história.

DSC08313.JPGRuínas De San Domingos; Pontevedra; Espanha

 

Em direcção a Cambados e ao Festival do Marisco, apreciando a paisagem natural das Rías Baixas, tão faladas e tão desconhecidas.

E chegados a Cambados, o que é que as raparigas foram fazer, além de passear, ou melhor antes e em vez de passear, visitar uma livraria, pois claro não nos fosse faltar material de leitura depois do bailarico. A sério somos mesmo leitoras apaixonadas até pelos livros em língua de Cervantes.

O jantar, foi TOP, a queimada gallega, assustadora o expiar das brujas, claro que o Padre Fontes tem outro encanto no desconjuro, mas foi assustadoramente divertida esta queimada.

De manhã um passeio descobrindo toda a beleza desta localidade, muitos monumentos repletos de histórias místicas,  uma baía de sonho, um poeta perdido num jardim (Ramon Cabanellas), um café com sabor a laranja pura. Unas vecinas que passando por nós nos dão os Bons Dias, um detalhe um miminho que nos agradou a todos.

DSC08414.JPGIgreja de San Benito; Cambados; Espanha

 

Um almoço reforçado, que soube mesmo bem, uma sobremesa que refrescou, um café que ficou por tomar.

E quando chegados a Santiago de Compostela, o mesmo Espírito Peregrino e de Santidade impregna o espírito, e só peço uns minutos de tranquilidade, um local que nos transmite e nos dá o alento que necessitamos e está aqui tão perto. Sempre dentro de nós e connosco.

DSC08433.JPGO Final do Caminho; Santiago de Compostela; Espanha

 

Um passeio super agradável, com uma organização excelente, e poucos ou nenhuns defeitos a apontar.

Para repetir.

 

 

 

17
Jul17

Dia único - Praia de Samil-- Vigo - Espanha

m.

Desta cidade onde moro, interior, norte e longe de praias e do nosso litoral tão português, as pessoas acorrem a Vigo, e ás suas praias, convenhamos, fazer +/-180 Km, é diferente de fazer +/- 700Km, é que ontem fui a Vigo, e já tendo ido ao Algarve, realmente Vigo visto daqui é o Algarve, até nos preços são similares, mas Vigo é mais barato, não têm o inconveniente da língua, podemos falar português á vontade que eles percebem perfeitamente, ou quase, a menina do M* estava  a fazer-se esquisita de eu pronunciar "caramelo" em português em vez de "Caramelo" en español.

Começou cedíssimo, ás 4:37 sem despertador, que só tocou ás 5:00, mas faltando menos de nada, e como de manhã as coisas correm a velocidade caracol, levantei-me, e fiz tudo estava preparado para sair por volta das 5:30, ou seja que se me levanto ás 5:00 não tinha tempo para tudo aquela velocidade.

Autocarro, lugar escolhido, e lá embarcamos, eu e 52-51-53-54, não houve consenso em relação ao número de passageiros, mas não importa, a viagem foi rápida e agradável, e chegados á praia, pousamos as coisas e tomar o pequeno almoço, e uma grande caminhada pela praia com muitos duches á mistura,  a temperatura da água estava excelente, no areal ainda havia muitos locais para colocar  a toalha, mas o nosso lugar já estava marcado.

Peixes na água nós os quatro, e só descansamos quando a fome e outras necessidades apertaram, e quando demos pela manhã tinha fugido rapidamente, eram 12:30, as nossas 11:30, quando acampamos numa mesa, a degustar o nosso pic-nic, porque confesso estava com fome. Tivemos convidadas para almoço, as gaivotas, essas larápios, que até ás mãos das pessoas iam roubar a comida. Medo.

Depois do almoço, café e como alguém quer muito gelados do M*, lá fomos nós enfrentar uma gigantesca, quem diz uma, três ou quatro aglomerações de pessoas que ninguém se entendida, e era a confusão total, até que finalmente entramos na fila certa, e em menos de 15 minutos um geladinho fresquinho para aplacar o calor.

Na tarde, apenas nos ficamos pelas toalhas, e mais uma caminhada, de volta de mexilhões e lapas, e começa a soprar uma brisa e um nevoeiro, que se tornam desagradáveis. Lanche e voltamos para o autocarro, para embarcar em direcção a casa.

 

Um dia espetacular, em boa companhia, um tempo agradável de praia e uma descoberta.

14
Jun17

Turismo por Itália #2

m.

Pisa, não sei se foi a expectativa do que ai vinha, mas na nossa curta estadia em Pisa apenas estivemos na Torre e na Catedral eu não entrei. Percorri o mercado, e comprei alguns souvenirs, para mais tarde recordar. A explicação que nos deram para a inclinação, foi da Torre ter sido construída sob terreno "pantanoso", e de um lado ainda na construção os alicerces começarem logo a afundar, os engenheiros da época tentaram corrigir, mas com o tempo, a correcção não é suficiente. Espero que não caia, porque é linda, com todas as esculturas e colunas á volta, as fotos não lhe fazem justiça. Esta cidade não estava planeada, mas como fica perto de Florença, o nosso próximo destino, abdicamos de duas horas e passamos por lá.  

Florença já sabia que era a Cidade do Renascimento, que nela habitaram e viveram o Miguel e o Leonardo, o Boticelli, e tantos outros pintores, escultores e homens que deixaram a cultura Mundial, muito mais rica, mas não estava preparada, não estava, e quando descemos do autocarro e nos dirigimos ao hotel, e comecei a ver reproduções da cidade, fiquei mais do que ansiosa para a conhecer.

A nossa primeira paragem e ainda antes de entrarmos na parte "mais" histórica e turística e conhecida, foi o Miradouro da  Praça Michelangelo, ou como nos explicou   o motorista do autocarro Florentino de Nascimento, Miguel Angelo com Florença a seus pés, e na realidade deste ponto as vistas são absurdamente espetaculares, inesquecíveis. E como estamos em época de quase Outono, vemos ao longo a beleza da cidade, e as nuvens carregas de chuva, para a qual já nos tinham alertado.

Na verdade,  mais do que dos monumentos, dos museus, do casario, das lendas e histórias milenares, das excelentes paisagens, falo do encantamento que esta cidade teve sobre mim, não estava á espera, de ficar a amar esta cidade. Ficou no meu coração.


Assis, uma cidade medieval, a cidade de São Francisco de Assis, de uma beleza única, cada rua, cada monumento são únicos, um retrocesso no tempo, uma paz que se respira, espiritual, cultural, longe das multidões de turistas, podemos percorrer com calma e tempo as suas ruas e apreciar a paisagem envolvente.

 

Roma, a cidade imperial, que todos conhecemos e reconhecemos, uma capital polvilhada de história, que se respira a cada passo que damos, uma cidade onde conduzir é um sério problema porque é uma grande confusão pelo menos para mim, é o salve-se quem puder, medo, felizmente andamos de autocarro e também a pé, muito a pé. Um dos locais que me ficou na memória por ser tão arrepiante e horrível foram as catacumbas. Os vestígios romanos que perduram até aos nossos dias, o bom e o mau. Aprender com o passado e com a história, pessoalmente acho que sim, vamos sempre repetir os erros do passado.

Em Roma, e com mais um bocadinho de liberdade...deu para nos embrenharmos nas ruelas e na confusão de Roma, ai sim uns turistas de mochila +as costas, com o mapa a mão e a tão indispensável máquina fotográfica.

E o Vaticano, bem tive a honra de ouvir uma Missa Papal, e de acenar a Sua Santidade, foi mais um dos momentos altos desta magnífica viagem, No Vaticano e sendo uma fã assumida de Miguel Ângelo, se não me puxassem ainda hoje estaria a absorver a maravilhosa Capela Sistina.

Uma viagem muito proveitosa, em termos culturais e pessoais.

12
Jun17

Turismo por Itália #1

m.

A propósito do Santo António, amanhã é feriado e eu sempre gostei da noite de Santo António em Lisboa, adiante, que isso agora não interessa.

Lembrei-me da minha viagem de sonho a Itália. Começamos por Milão; Pádua; Veneza; Pisa;  Florença, Assis  e finalmente Roma e Vaticano. E excursão com guia e tudo  é bom, mas por outro lado ter horas para estar aqui e ali, não teres a liberdade de passear por outros locais menos turísticos é sempre uma questão que pondero, sou muito de liberdade de passear por outros locais que menos conhecem.

Como foi há algum tempo, lembro-me ainda das sensações, das paisagens, do casario, dos monumentos e do horror dos pombos em São Marcos.

Milão, uma cidade in, um misto de modernidade com bom gosto, associada a grandes marcas, e para mim o encanto maior, a Catedral, as Galerias,  o Estádio de Futebol do AC Milan, Giuseppe Meazza, ou San Siro, já gostei muito de futebol o que posso dizer, o Teatro La Scalla, foi como retroceder séculos e foi uma visita relâmpago  um dia, mas foi um dia em cheio. Lembro-me de andar muito, percorrer a praça de uma ponta á outra,  e ter uma perspectiva, total da Catedral e as fotos são muito boas, mas nas memórias retemos as sensações, os cheiros, as associações com objectos e pessoas.

Pádua, a nossa rival, directa, e bom conhecendo as duas Basílicas, não sei para qual o meu coração inclina, mas nesta Basílica, vendo as relíquias do Nosso Santo António, tendo uma pequena conversa com um Padre sobre o assunto, entendo a reclamação deles, mas mesmo assim Santo António é e será sempre NOSSO.

Tinha piada vir a Itália e não visitar a famosa e maravilhosa cidade de Veneza, bom, que encantadora, tivemos a possibilidade de a visitar de noite, e de dia, o encanto místico e mágico da noite, é qualquer coisa do outro mundo, voltar na manhã seguinte com o amanhecer, é ver as duas faces da mesma moeda e não saber qual escolher. De noite temos a calmaria, o sentirmos a cidade quase só para nós, um brilho especial,  de dia a confusão, os encontrões, os gondoleiros, os vendedores ambulantes, toda a confusão inerente a uma das cidades mais visitadas e famosas do Mundo, mas que tendo a possibilidade de por terra, ou através dos canais percorrer as suas ruas, imaginar cenas (Donna Leon, Morte no Teatro La Fenice), locais vistos e lidos , sentir que fazes parte de algo maior que tu, mas que também te pertence naquele momento que estás ali, é indescritível. Mau: Pombos na praça de São Marcos; O Gondoleiro "cantava fatal", mas com a nossa ajuda atinou, o cheiro dos canais........

 

 

10
Jun17

Boticas, ou a natureza aqui ao lado

m.

A pretexto de uma festa celta, embrenhamos-nos em caminhos mais ou menos conhecidos e seguindo as boas e excelentes indicações de moradores da zona, obrigado A. fomos lá direitinhos, e sempre em frente.

Bom, mas voltando atrás. Tudo começou com um convite para um café, e se fossemos antes a Boticas, á festa Celta, e bebemos café por lá. Olha boa, isso sim era fixe. E sendo fixe a malta alinha. Combinada a hora, e tudo despachadinho, lá vamos nós  a caminho do destino. Passado Boticas, seguimos as indicações de Carvalhelhos, sim a "terra" das águas, e paramos brevemente junto ao Rio Beça, como Beça a terra, e pensando tirarmos uma foto á ponte romana  e ao rio, para um outro carro ao nosso lado, e eis uma cara conhecida, que nos pergunta se precisamos de ajuda, se andamos perdidas, nós dissemos-lhe o nosso destino, e ela só diz, sigam-me que eu também vou para lá. Oba, que simpática a pessoa. Bom combinamos que as fotos á ponte, ao rio, ao passadiço, ou o que quisermos tirar ficam para a volta.

Chegados á festa esta estava precisamente a começar, melhor coordenação impossível, vimos o desfile, as danças e as lutas, o espetáculo de malabarismo e admiramos, teares antigos, destilaria, o tecer e o fiar das lãs, as armas, os escudos, as vestimentas os usos e os costumes destes nossos antepassados. Aproveitamos também e estando na zona para visitar o Castro de Carvalhelhos e deslumbrar-nos com a paisagem e com a maravilha antiga mais ou menos bem conservada. Após um longo olhar em volta da paisagem tão verdejante despedimo-nos deste também Parque Aventura (Aventuras radicais a experimentar mais tarde), com um até breve.

A mostrar IMG_20170627_145002.jpg Feira medieval  A mostrar IMG_20170627_145113.jpg Castro de Carvalhelhos

De regresso á Cidade onde moramos, paramos brevemente á entrada de Carvalhelhos, a estátua merecia uma foto, e nós molharmos as mãos e refrescarmos nas suas águas que correm , e voltamos a parar em Beça, bem no alto, mas não o ponto mais alto,  descobrimos um novo itinerário a explorar e a conhecer mais uma Cidade, Ribeira de Pena, mas isso fica para outro dia, e depois estacionamos á sombra dos pinheiros e as tão desejadas fotos das pontes sobre o Rio Beça, a Ponte da Pedrinha e a Ponte Nova, maravilhosa paisagem, com um parque de lazer fantástico, muitas sombras e muitas actividades para miúdos e graúdos, acabamos por parar e descansar, apreciar a paisagem e conviver com os funcionários do parque, que nos explicaram o funcionamento e as maravilhas que podemos fazer desfrutado sempre das maravilhas da Natureza.

A mostrar IMG_20170627_145344.jpg Ponte Pedrinha sob o Rio Beça; Passadiço

Para terminar este dia em beleza, lanchamos em Boticas e passeamos pelas suas ruas limpas, nunca deixando de ver as magníficas paisagens á volta e na Vila.

 

 

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