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a herança do vazio

Blogue de pensamentos, acontecimentos e experiências.

a herança do vazio

Blogue de pensamentos, acontecimentos e experiências.

22
Jul18

A cara da funcionária

m.

Foi impagável, a cara da funcionária, quando lhe perguntei onde estavam as palmilhas, olhou para mim como se lhe tivesse a pedir um objecto estranho não identificado. Eu sei que os pezinhos dela são novos e ainda não precisa de conforto, mas eu sim, e olhar-me como ET não foi nada agradável. 

Tive de as procurar sozinha, e escolher aquela que melhor me proporciona conforto.

 

17
Abr18

Peão a estacionar, onde já se viu

m.

Andando tranquilamente para o meu local de trabalho, sim, (porque a chuva de que toda ou quase toda a gente estava farta, esta semana deu tréguas e neste Inverno/Primavera já conto com duas baixas, dois guarda-chuvas que sucumbiram com o vento), adiante, que isto não interessa muito para o post.

Como ia a escrever/dizer, nunca sei muito bem, estava eu a andar por um parque de estacionamento ao ar livre, bastante despidinho de lugares livres (passei por três), e quando passo por um desses lugares, sinto assim uma certa aceleração, e o carro, com uma parvalhona a virar para o lugar onde eu estava a passar, mas ela pensava o quê, que eu ia estacionar o meu traseiro ali, não viu que eu estava apeada e sem viatura e que o lugar ia ser dela sim, ou sim. Lá continuei e parecia bruxedo de segunda feira, volto a passar por um lugar livre, e eis que um mercedes reluzente com um engravatado começa a virar, ai fui má e fiz de propósito, parei a meio do lugar e comecei a mexer na mala. ele parou e esperou que eu seguisse caminho, ai senti-me um bocadinho, mas mesmo só um bocadinho muito pequeno mal....Felizmente que para o terceiro e último lugar não havia candidatos à vista.

 

 

 

13
Mar18

Quando vais ao super e...

m.

.... a menina da caixa onde acabaste de pousar o cesto diz, alto e bom som, que a caixa está fechada.

- Perguntas a sério, mas onde está o sinal.

- Ao que ela volta a gritar, está fechada, e o último cliente, temendo que sobrasse para ele apressa-se a colocar o sinal ( o cobarde).

- Respondi, calmamente e altamanente (não fosse a chefe dela estar a ouvir e depois lhe dar o devido raspanete), eu ouvi à primeira, escusava de ser mal educada e se eu quisesse ser uma cabra, tu atendias-me e ponto ( esta última parte só em pensamento, que ainda tenho nível e o senhor agente tinha logo ligado as antenas, isto só vi depois quando passei para a outra caixa, e corri a ir buscar o saco que estava nos cacifos, ele estava a olhar para mim).

A verdade é que esta caixa era muito mais simpática e fui atendida primeiro que o último cliente covarde da caixa anterior. Toma lá e embrulha. 

12
Dez17

Balanços certeiros

m.

Estava eu numa superfície comercial, a fazer um envio de correspondência/encomendas/prendas de Natal,  na tagarelice com as funcionárias, a comentarmos o deficiente funcionamento de uma instituição pública, que passou a privada, e eu com um  daqueles sacos grandes que se compram nesta e noutras superfícies, começo a balançar o saco, segura que o mesmo está vazio e os danos que poderia infligir são poucos ou nenhuns, e quando dou por ele, está o dito a embater em cheio nas pernas do meu vizinho, cumprimento o senhor, e peço imensas desculpas, por não o ter visto e ter feito algo tão despropositado como estar a balançar o saco em jeito de arma de arremesso.