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a herança do vazio

Blogue de pensamentos, acontecimentos, experiências, viagens e coisas minhas.

a herança do vazio

Blogue de pensamentos, acontecimentos, experiências, viagens e coisas minhas.

Agosto 17, 2020

m.

As saudades que já tinha de caminhar, pela natureza, mesmo dando uma "pirueta", assim lhe chamaram, (para mim foi uma queda gigante, felizmente sem graves consequências, menos mal),  qual acrobata de circo, mas há que continuar, que desistir é para os fracos, fiz mais devagar, mas encontrei o ritmo pós queda, hoje sinto-me  mole, dorida mas o que me apetece,  é voltar a esta caminhada, cansativa, mas que me me trouxe, tanta paz e calma, estava mesmo a precisar. 

Caminhar dá mesmo saúde. 

Outubro 10, 2018

m.

E  eis que chegamos aquela estação do ano, em que as folhas começam a cair, as temperaturas a cair, e nós a ficarmos gripados, nasalados, mas isto tira beleza à estação, não, claro que não, a estação mais bela do ano entrou em força e foi recebida por mim de pijama,  mantas quentinhas, e lenços de papel,  já preparados.

Ainda no domingo dei por mim extasiada com a beleza da paisagem numa região com um potencial Outonal gigante, é o poder da Natureza de renovar-se a cada ano, e a cada agressão, impossível ficar indiferente ao maravilhoso dom e mistério, a esta magia impressionante que nos deslumbra e deixa completamente rendidas a ela.  

Abril 30, 2018

m.

E o dia escolhido para a caminhada foi o dia da Liberdade, o dia 25 de Abril. Tempo ameno, de Primavera? Não, calor de Verão, mas quem caminha por gosto, isso nem foi uma preocupação por ai além. 

Com algumas paragens por imprevistos ( o que é uma excursão sem imprevistos e atrasos, não era  a mesma coisa), sempre explicados pelo grupo organizador (Ideias Essenciais Eventos e Passeios Turísticos Faustino Teixeira são cinco estrelas). Com a primeira paragem em Vila Real, café, pequeno almoço, ou o quiséssemos, porque já levávamos uma hora de autocarro, soube bem começar este pré aquecimento.

Depois e eu sem fazer ideia onde se situavam os Passadiços nem pouco mais ou menos, demoramos mais umas duas horas de autoestrada e estradas nacionais, que pecaram pela triste paisagem enegrecida e triste, ainda no autocarro e como tínhamos de ir nas localidades a passo de parados, dizia adeus às pessoas que em dia feriado aproveitavam para tratar das suas culturas agrícolas (vulgo semear / cavar batatas), foi divertido, porque elas paravam para descansar e algumas acenavam, isto é da herança, desde sempre me lembro do meu pai cumprimentar todas as pessoas por quem passava na aldeia vizinha, mas ele conhecia as pessoas, eu não, mas o meu avô materno fazia o mesmo, e ele tal como a neta não conhecia  as pessoas), depois de muitas curvas, descidas, subidas, e mais disso, parecia que nunca mais chegávamos, mas eis-nos à beira do Rio Paiva, no local de partida/chegadas, para embarcarmos, ou melhor caminharmos, nestes tão famosos passadiços.

A organização, que já tinha feito um breve briefing (ai que me lembrei de quando trabalhei naquela empresa, onde todos os dias tínhamos um briefing, nunca mais tinha ouvido a palavra), e explicado, combinado, e avisado das regras e dos cuidados a ter em respeito pela Natureza e pelos outros Caminhantes (isso devia ser Civismo e senso comum), mas é realmente sempre melhor avisar e relembrar, porque mesmo assim, ainda me insurgi por ver uma pessoa adulta, a dar um rebuçado, ou o que fosse  a uma criança e a deitarem os papéis fora (e eram do nosso autocarro). 

Começamos a caminhada no sentido Espiunca - Areinho  e terminávamos o percurso com cerca de 300 escadas para subir, e umas quantas (500? para descer), com isso em mente, propus-me poupar na água, só mesmo em SOS, e na alimentação, antes de começarmos uma barrita, a hora do pequeno almoço já ia longe.

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No início começamos um grande grupo, mas como era para caminhar ao nosso ritmo e apreciando as maravilhas da natureza, impossível não parar e ouvir o relaxante som dos rápidos e da água, que ao longo de todo o percurso nos acompanhou, seja no rio (lado esquerdo), ou caindo por entre as pedras e encostas do nosso lado direito. 

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O verde da paisagem é ia dizer bonito, mas é pouco, é de um deslumbramento que nos deixa como que enfeitiçados, e a queremos (eu pelo menos) explorar essa zona de vegetação tão diferente, e ao mesmo tempo apelativa. E fomos em grupos mais ou menos pequenos consoante as companhias e os passos ao nosso ritmo, parando aqui e ali para apreciar convenientemente a paisagem e descansar um pouquinho, porque o calor era muito.

20180425_130536.jpg 

A meio do percurso e previamente definido paragem para reabastecer, tinha de ser, e soube mesmo bem. Aqui no meio do percurso encontram-se dois ícones dos passadiços a Cascata e a ponte suspensa (medo), no meio da natureza a pureza das 

águas refrescantes e relaxantes, apetecia ficar mais um bocadinho e tomar um duche ou um banho no rio, mas nada que pudesse fazer neste dia, mas quem sabe da próxima vez, com mais calma e tempo.... 

Continuando que isto de passar a ponte suspensa é de meter medo, não o fiz, sei que começava a tremer mas deve ser uma experiência fixe, para os radicais, para mim passo, obrigado, mas gostei de ver a fila interminável para a passar duas vezes. 

Com  a força do calor, começamos a sofrer um bocadinho, e ao longe os passadiços tornaram-se assustadores, mas como tinha de ser, coragem e força, para iniciarmos a subida, mas na curva do rio, vemos a  Cascata das Aguieiras e incrível a Natureza  a água a cair das serras e a força que nos transmite e permite encarar a subida com algum entusiasmo (bom não era hipótese desistir). 

20180425_134845.jpg

 Esta subida interminável, custou-me um bocadinho, mas depois a preocupação e a entreajuda a quem estava pior e lhes foi mais difícil, não parei  a pensar no que tinha pela frente, era sempre mais um lanço, que estamos no bom caminho, entre nós lá fomos lanço a lanço, e com a paisagem deslumbrante chegamos ao topo, vitoriosas de um longo caminho percorrido. 

20180425_140001.jpg

 

Depois da encosta de subida, a descida, e mais uns quantos passos para terminar e encontrar-nos todos no ponto de encontro Areinho pausa merecida e desejada para refrescar, café e água, para repor energias, que ainda nos faltava mais um bocadinho até ao autocarro.

Depois veio o repor das energias, que a organização nos proporcionou, excelente serviço, aquela paparoca sobe que nem um manjar e o local foi inteligente Monte e Capela da Senhora da Mó; Arouca. 

20180425_163143.jpg

Ainda tivemos tempo para uma breve visita a Arouca, que tem uns doces conventuais divinais, e gente super simpática, falo pelo senhor da pastelaria, que nos ofereceu um dos doces típicos e nos explicou cada um deles.

Uma excelente caminhada em boa companhia com uma organização excelente que estavam sempre prontos para esclarecer e ajudar http://www.ideiasessenciais.pt/

 

 

 

 

 

Junho 10, 2017

m.

A pretexto de uma festa celta, embrenhamos-nos em caminhos mais ou menos conhecidos e seguindo as boas e excelentes indicações de moradores da zona, obrigado A. fomos lá direitinhos, e sempre em frente.

Bom, mas voltando atrás. Tudo começou com um convite para um café, e se fossemos antes a Boticas, á festa Celta, e bebemos café por lá. Olha boa, isso sim era fixe. E sendo fixe a malta alinha. Combinada a hora, e tudo despachadinho, lá vamos nós  a caminho do destino. Passado Boticas, seguimos as indicações de Carvalhelhos, sim a "terra" das águas, e paramos brevemente junto ao Rio Beça, como Beça a terra, e pensando tirarmos uma foto á ponte romana  e ao rio, para um outro carro ao nosso lado, e eis uma cara conhecida, que nos pergunta se precisamos de ajuda, se andamos perdidas, nós dissemos-lhe o nosso destino, e ela só diz, sigam-me que eu também vou para lá. Oba, que simpática a pessoa. Bom combinamos que as fotos á ponte, ao rio, ao passadiço, ou o que quisermos tirar ficam para a volta.

Chegados á festa esta estava precisamente a começar, melhor coordenação impossível, vimos o desfile, as danças e as lutas, o espetáculo de malabarismo e admiramos, teares antigos, destilaria, o tecer e o fiar das lãs, as armas, os escudos, as vestimentas os usos e os costumes destes nossos antepassados. Aproveitamos também e estando na zona para visitar o Castro de Carvalhelhos e deslumbrar-nos com a paisagem e com a maravilha antiga mais ou menos bem conservada. Após um longo olhar em volta da paisagem tão verdejante despedimo-nos deste também Parque Aventura (Aventuras radicais a experimentar mais tarde), com um até breve.

A mostrar IMG_20170627_145002.jpg Feira medieval  A mostrar IMG_20170627_145113.jpg Castro de Carvalhelhos

De regresso á Cidade onde moramos, paramos brevemente á entrada de Carvalhelhos, a estátua merecia uma foto, e nós molharmos as mãos e refrescarmos nas suas águas que correm , e voltamos a parar em Beça, bem no alto, mas não o ponto mais alto,  descobrimos um novo itinerário a explorar e a conhecer mais uma Cidade, Ribeira de Pena, mas isso fica para outro dia, e depois estacionamos á sombra dos pinheiros e as tão desejadas fotos das pontes sobre o Rio Beça, a Ponte da Pedrinha e a Ponte Nova, maravilhosa paisagem, com um parque de lazer fantástico, muitas sombras e muitas actividades para miúdos e graúdos, acabamos por parar e descansar, apreciar a paisagem e conviver com os funcionários do parque, que nos explicaram o funcionamento e as maravilhas que podemos fazer desfrutado sempre das maravilhas da Natureza.

A mostrar IMG_20170627_145344.jpg Ponte Pedrinha sob o Rio Beça; Passadiço

Para terminar este dia em beleza, lanchamos em Boticas e passeamos pelas suas ruas limpas, nunca deixando de ver as magníficas paisagens á volta e na Vila.

 

 

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