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a herança do vazio

Blogue de pensamentos, acontecimentos, experiências, viagens e coisas minhas.

a herança do vazio

Blogue de pensamentos, acontecimentos, experiências, viagens e coisas minhas.

Junho 28, 2021

m.

O que fazes num domingo de manhã, quando todos estão a dormir e tu tens 30 minutos, antes de tomar o pequeno almoço? 

Vais às compras, claro, assim com a manhã fresquinha, juntas-te aos madrugadores, aos avozinhos que não querem confusões, aos desportistas, e aos outros como tu, que aproveitam o tempo em que as frutas ainda estão arrumadinhas, sem muitas mexidas (excepto os outros ainda mais madrugadores), o pão quentinho e estaladiço, o tempo em que podes apreciar as prateleiras, retirar  ver com tempo de qualidade o que queres, sem os atropelos das horas tardias, em que quase tens de pedir licença para retirares algo. Até as pessoas são mais simpáticas.

Acho que nunca tinha tido tanto gosto em ir às compras, e vou fazer disto um hábito (acho eu). Mas durante a semana, porque só vou às compras ao fim de semana em casa de extrema necessidade. Como ontem. 

Agosto 02, 2020

m.

Para mim o dia 1 de Agosto,  é um dia, com um misto de emoções contraditórias. Há  anos atrás perdi o meu avô materno neste dia. Mas também foi o dia que recebemos a notícia que a família tinha aumentado. 

Por isso sempre que lhe dou os parabéns, e às vezes a comer aquela fatia de bolo,  dou por mim a pensar com muito carinho e saudade  no meu avô, que foi só o melhor avô que eu tive. Lembro-me das idas à casa dele, noutra aldeia, íamos de autocarro e ele dava-nos sempre um lanche daqueles que terminavam com um gelado à espera do autocarro ou camineta da carreira, como se dizia naquele tempo, embora eu adorasse o gelado epá, tinha de comer sempre o perna de pau, ou o super maxi, que lá em casa não se mastigavam pastilhas (passo a publicidade a esta marca de gelados). 

As visitas dele, sem a respectiva esposa (naquela altura eu não percebia porque é que a senhora não ia lá a casa, hoje já percebo), eram sempre aguardadas com uma alta expectativa (aqueles rebuçados ou chupas ou as bengalas), era sempre uma animação quando ele aparecia, no quintal, a chamar pela minha mãe e depois a fazer-me aqueles carinhos que só os avós sabem....e ele era tão querido naquele chapéuzinho e com a sua bengala e o seu bigode, era a única pessoa da família que o usava, agora um ou outro tio, também, mas na minha infância o dele era único.

Quando adoeceu, foi uma verdadeira tragédia, que demorou, na altura só me deixaram vê-lo enquanto esteve consciente, depois a demência tomou conta dele, e eu fugia com o meu irmão para o vermos ao longe e sem a minha mãe ver, e curiosamente ele sempre nos reconheceu e sempre tinha uma palavra para connosco. 

Quando morreu, a 1 de Agosto, e recebemos o telefonema, ele estava no hospital e apesar de ter e ser uma criança, lembro-me dos choros dos filhos e irmãos , e de nós os netos andarmos a passear pelo cemitério e a ver as campas, e as flores, fazia um calor horrível, e do funeral só me lembro disso, do bem que nós as crianças passamos quando os adultos estavam a fazer a sua despedida. 

Julho 22, 2020

m.

Em resumo, saímos do estado de emergência, e entramos no estado de desconfinamento, ou confusão, ou há tanto tempo que não vos via.

Um dia destes à entrada encontrei a vizinha do 4º andar, e o nosso reencontro, com o distanciamento social devido e tal,  foi como se tivesse visto a minha pessoa favorita do mundo, que sensação tão boa e feliz, encontramos pessoas que já não víamos há meses....Quanto ao vizinho do lado, bom, não o vejo, mas sinto, mais do que vejo as sapatilhas, de andar por fora, que ficam em quarentena, até que alguém lhes limpe as solas....por acaso uma manhã destas encontrei-o à saída do elevador, com as mesmas calçadas...estava com receio do que teria acontecido às sapatilhas. 

Por outro lado, acho que estamos todos um bocadinho, esquecidos, stressados e "apanhados do clima", não sabemos muito bem como reagir e interagir com as pessoas. Passamos por alguém e afastamo-nos, não nos olhamos directamente, desviamos o olhar, fugimos de passeio se vemos ajuntamentos. 

 

Abril 14, 2020

m.

E em mês de Primavera, isolamento/quarentena voluntária, nada melhor para ocupar e passar o tempo, do que fazer as "limpezas de primavera", há pois é, nestes cinco dias de férias/tolerância/Páscoa passadas em casa, nada melhor do que entrar profundamente dentro dos armários, gavetas, e limpar deitar fora aquilo que achamos que nos faz falta...e descobrir tesouros há muito esquecidos. 

O cansaço é um cansaço produtivo e sabe tão bem. 

 

Janeiro 21, 2020

m.

Olhem pessoas, eu sei que está frio, as temperaturas estão super baixas (não estiveram já mais baixas), mas vamos lá pensar com calma...

Janeiro, o Inverno começou a 21 de Dezembro, ou por esses dias.

Logo é  o primeiro mês com Inverno a sério, portanto, o FRIO, tem de fazer parte obrigatoriamente deste mês, assim como as geadas, a neve, a chuva, o frio, qual é na verdade o espanto, de começarmos as notícias a dizer que está frio, como se fosse uma realidade do outro mundo.

Atinem!

Janeiro 15, 2020

m.

Olha  a boba, pateta!

Há dias, em que me calo, faço-me de boba, mas há outros que a mostarda me chega ao nariz e explodi, qual bomba, que deixa todos em choque.

É  para que saibam, eu tenho sentimentos e sinto as vossas conversas de cochicho, mais do que as ouço.. 

Ser ignorante!

Como gostava de neste exacto momento, não saber, não sentir, não pressentir, porque sei  que lhe vai cair o mundo em cima, e não tenho coragem, para lhe contar a verdade, esta verdade, doi a todas nós mulheres e homens, o cancro, chega de mansinho como quem se aproxima de nós e dá-nos um daqueles sustos e medos, que nos custa a reaccionar e toda a ajuda é pouca. 

Janeiro 10, 2020

m.

Numa ida ao multibanco, para fazer aquelas coisa que nós fazemos, levantar dinheiro, pagar, transferir, receber, ah não isso não, mas estava eu na fila e o moço à minha frente, estava concentrado a fazer o que tinha a fazer, quando de repente começa a falar, com o multibanco, e a falar, eu até pensei que ele estava ao telemóvel, mas não ele estava efectivamente a falar com a caixa ATM....assim como assim, de estranho tem pouco, quem não fala com objectos que levante a mão.

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