Dezembro 10, 2025
m.
Não vou ser exaustiva, nas descrições, porque aconselho todos a visitar o site:
Uma viagem recarregada de emoções, diversão, alegria, música, descoberta dessa ilha maravilhosa, São Miguel.
O primeiro destino foram a Lagoa das sete Cidades, mas com tempo de Inverno, como calhava em caminho e ainda era muito cedo, paramos na ponta da Ferraria, e pudemos ter o primeiro contacto com as águas quentes e enxofradas (não sei se existe), mas o cheiro era mesmo irreconhecível. Contactamos uma habitante local, que foi tão querida e simpática, e ela contou-nos um pouco sobre as piscinas e a evolução turística. Não deu para irmos para a água, porque estava muito vento, frio e estes continentais, ainda se estavam a ambientar....Quando chegamos a sete Cidades, foi assim como uma sensação de Uau...isto é lindo, depois de uma volta pela vila, fomos ver as lagoas, a verde e a azul, não a vista panorâmica, mas aquela que nos permitiu ver e ler a história das lagoas, o miúdo ficou feliz e claro, como é possível as cores, é a natureza a fazer com que esta ilha seja única e cada recanto especial. Depois subimos (acho eu) em direcção a Mosteiros, e se o tempo estava mau nas Sete Cidades, aqui estava terrível. Acabamos por só ir beber um café e um sumo, e nada de passear.
Como o dia já ia longo, apesar de ainda serem apenas 16 horas, antes de irmos para o alojamento ainda fomos comer um lanche assim reforçado na Ribeira Grande, e ver um pouco da cidade.
Com o repouso merecido, vamos visitar Rabo de Peixe (eu, queria muito ver os locais da série, e depois em direcção à Caldeira Velha , é de tirar o fôlego, merece tudo, começas a pensar isto são vulcões, ainda em actividade e vês-te na lagoa do Fogo, e a emoção é gigante, que maravilha podermos estar, visitar e respeitar a Natureza, com esta beleza inigualável.
A experiência de beber o chá ali, na plantação (fábrica) é diferente, de comprares o chá e fazeres em casa, a sério não tem o mesmo sabor, embora seja igualmente maravilhoso. Passamos só no Chá da Gorreana, e decidimos ir ao Chá de Porto Formoso, no dia a seguir, porque a manhã já vai longa, e precisamos de ir às Furnas, o nosso grande e maior objectivo do dia. Paramos em todos os miradouros e qualquer um, que tivesse indicações, ai estávamos nós, ás tantas o miúdo estava cansado, e no último miradouro antes das furnas, ele calou-se esteve ali um bom bocado a ver a actividade vulcânica e a ler as descrições, com algumas perguntas, que respondemos depois quando chegamos ao alojamento, esta descoberta foi maravilhosa, a partilha entre nós os dois e o reforçar de laços, já existentes, ficamos cúmplices.
Nas Furnas não fomos ao cozido, porque juventude não come essas coisas, e prefere um hambúrguer na queijaria, e estava delicioso. A vila é muito bonita e turística, achar que pagar para entrar no Parque Terra Nostra não é caro, é não saber valorizar, a natureza, o homem que cuida e que preserva. Só me faltou ter levado um livro, e deixar-me envolver pelos barulhos reconfortantes da natureza e das águas, isso sim seria a cereja no topo da visita ao parque.
Óbvio, que passeamos pelas fumarolas, ali em loco erupção, e o quentinho que estava, muito aconchegante.
Terminamos o dia em Ponta Delgada, de barriga cheia de paisagens deslumbrantes e com o sentimento (eu, claro), que quero voltar com ainda mais tempo para passear e visitar a Poça de D. Beija, ou estar um dia de manhã á noite no Parque Terra Nostra, ali a marinar e desfrutar.
Fomos para a praia em Povoação, e ver as vistas, e conhecer e depois em direcção a Vila Franca do Campo, provar as deliciosas queijadinhas, maravilhosas, e quando descobri que no continente existem lojas que as vendem, foi uma festa, estivemos nas piscinas naturais e "fizemos praia", se podemos chamar aquele raio de sol, que deu para mal secar os fatos de banho. Mas foi super divertido, porque o miúdo adora água, e esta viagem também foi por e para ele.
O último dia, passamos em Ponta Delgada e saímos tarde (a hora mais tarde de check out), porque alguém teve de estudar durante a viagem, e apesar de muito ficar para vermos, a prioridade de também estudar impôs-se. Em Ponta Delgada, fomos sim, ou sim visitar uma plantação de Ananás, visitar o centro histórico de Ponta Delgada e o Forte, ou Museu Militar, este foi visto ao detalhe pelo miúdo que não só adorou, mas vibrou com as armas, e todo o arsenal que existia, eu deixei-o vaguear e desfrutar, quando a hora de lanche/jantar começou a apertar, fomos ao shopping, compramos uns presentinhos, umas recordações para nós, e fizemos algumas trips por lojas de desporto. Quando começou a ficar lusco fusco, fomos para o aeroporto, aguardar o voo.

Lagoa do Fogo, Vistas, Açores 2025
Adorei as gentes dos Açores, e o seu "vocês lá no Continente", sim, eu sei que não sou nativa, mas podes parar de fazer comparações, somos todos Portugueses.
Sinto, que deixei muito por ver (sim verdade), mas de todas as experiencias que quem visita os Açores fala, o que mais fiquei triste foi de não tive a experiência de ter de parar para as vaquinhas passarem, não sei se conta trator, e fazer o que parecia uma viagem de quilómetros, e não apenas metros atrás dele, e não podermos ultrapassar, com uma fila longa e gigante, e todos sem stress sem buzinadelas, sem abrir luzes e foi mágico porque toda a gente civilizada e compreensiva, adorei.
As gentes dos Açores e o seu "vocês são do Continente, de onde"?, porque para eles é importante diferenciar e sim adoram que não sejamos todos da capital.
E não foi um até sempre se tudo correr bem, será um até já Açores ....