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a herança do vazio

a herança do vazio

10
Fev18

Por terras raianas

m.

 

Num sábado cinzento, frio e chuvoso, está-se com a neura e o melhor é sair do local onde a neura ameaça engolir-nos, é pegar no carro e meter pneus a caminho, partir sem destino, e ir parar a outro País, não não quero há demasiada alegria ali, eles estão em plenos corsos carnavalescos e isso piora-me a neura, opto por embrenhar-me em terras do Barroso, em aldeias desconhecidas e ruelas vazias, mas numa dessas aldeias, encontro uma aldeã, que vendo-me estacionar, me espreita, e eu apreciando as vistas e o ar puro, dou-lhe as boas tardes, ela respira de alivio, e começamos a conversar trivialidades, sobre o tempo, as ruas desertas, as cidades que tem tanto e nada para oferecer, e neste meio tempo, tudo o que me "neurava" passou, e apesar do frio e do vento gelado, senti-me renascer, e ficar muito mais disposta para enfrentar tudo e todos.