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a herança do vazio

Blogue de pensamentos, acontecimentos, experiências, viagens e coisas minhas.

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15
Dez19

Caminito del Rey; Málaga; Andaluzia; Espanha

m.

Depois de uma sexta feira super, hiper, mega cansativa, acordar sábado ás 4 da manhã, para sair ás 5 e meia, e estar na entrada não sei que mais do Caminito del Rey, foi só por si uma maratona, mais dos organizadores do que minha, porque eu cá sou rapariga que gosto de cumprir e se me dizem que tens de acordar antes das galinhas, comer numa barragem, em pé ao frio, a prometer chover (foi só promessa), eu cumpro de boa vontade, porque o interesse de ir fazer o Caminito é meu. Por isso senhores trombudos, com cara de sono, dormem na volta no autocarro, okay, deixem o mau humor em casa, estamos a passear, desfrutar de uma paisagem invulgar e milenar. Espírito de equipa, de companheirismo e medo porque ai e tal o Caminito mete medo, e eu tinha visto um filme algo terrorífico, mas quer dizer pagam aos actores para lhes acontecerem tragédias, e coisas boas, e é o trabalho deles. Mas realmente eu pouco ou nada (mais nada do que algo) sobre o Caminito, e para começar (ainda antes dos bilhetes e dos capacetes, e tal, tivemos de correr, não literalmente, que o pessoal não é nada dado a maratonas, mas subir, e depois o terror de passar por um túnel ás escondidas, onde anda a lanterna do telemóvel quando é preciso??? nem houve tempo, é andar e "Punto!", chegamos a horas à  entrada, porque cumprir horários é com os espanhóis, não para chegar a horas tivemos de correr, tipicamente "Tuguês". Como éramos muitos, fomos divididos em grupos, nós ficamos a ver os outros partir, entregues a um Guia muito simpático, e quando chegou a nossa altura de entrar, vamos lá então, fazer o Caminito. Escarpas, o rio lá no fundinho, pequenino, parecia um regato, mas olhar lá para baixo era vertiginoso, mas é para isso que nos temos de desafiar a nós próprios, olhar sem medos agarrada ás barras da passagem pedonal, e olhei muitas vezes, porque havia tanto para ver, para desfrutar a natureza em comunhão com o trabalho do home, uma comunhão perfeita, claro que tem vertigens é complicado, mas é uma experiência única, se quero repetir, claro que sim, podemos ir amanhã? A ponte suspensa, mete respeito, todo  caminho é seguro e estamos sempre acompanhados por vigilantes, que se for necessário nos auxiliam, não precisamos e fizemos o caminho com alegria, companheirismo e entre ajuda aqueles que nos pareciam ir com mais dificuldade, é fácil, não subimos, só descemos na parte final do trajecto, e são uns quilómetros, que quando cheguei ao fim, me apetecia voltar a percorrer. 

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