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a herança do vazio

Blogue de pensamentos, acontecimentos, experiências, viagens e coisas minhas.

a herança do vazio

Blogue de pensamentos, acontecimentos, experiências, viagens e coisas minhas.

Julho 12, 2018

m.

Olhem só mesmo eu para começar a correr assim que vejo uma estátua de um dos meus pintores que sempre quis conhecer as suas obras originais, as réplicas essas já as tenho, obrigado.

Diego Velázquez, sabia que no Museu do Prado, havia uma porta Velázquez, e andava à procura, quando a encontrei, delirei. assim mesmo, eufórica e excitada como uma criança numa noite de Natal, e pedi ao nosso guia a nossa bandeira, porque hoje estávamos em Espanha mas também a pensarmos em Portugal e saco do telemóvel e peço para nos tirarem a foto,  a mim à bandeira e ao pintor, ao qual cortaram a cabeça, pânico, assim que vi a foto só queria voltar para trás e voltar a pedir a alguém que soubesse mesmo tirar fotos, para a repetirmos, mas não houve tempo, o restante grupo já se estava a afastar e tive de correr em plenas "calles de Madrid" atrás do guia para lhe devolver a bandeira. Só eu, felizmente alguém tirou uma foto como deve de ser, mas só a vi passado uns dias. Obrigado J.

O resto do tempo portei-me como uma pessoa normalita, sem correr a tirar objectos ás pessoas, excepto no domingo de manhã, emoção de estar no estádio do CR, foi superada por poses estranhas a ouvir os hinos das celebrações, ao pé das taças, será que existe outro clube com tantas ou mais taças de todos os tamanho, feitios e importância. Mas foi uma emoção controlada, pena que entretanto o CR tenha saído, por motivos que nem quero opinar.

Em Segóvia a única peripécia, foi, ver um manequim e dar-lhe o braço....okay sol a mais dá nisto. Felizmente poucas pessoas viram, mas há provas.....

 

 

Julho 11, 2018

m.

Que fim de semana tão, acho que ainda ando a procura de adjectivos para associar a este passeio e a esta cidade e cidades de Espanha, o único ponto negativo foi não termos ganho o jogo. E os espanhóis também festejarem a nossa derrota, mas os festejos deles foram de pouca dura, nem 24 horas, o karma é lixado e ri melhor quem ri por último, nós.

Saímos de madrugada porque é longe e fomos de autocarro, em excursão organizada, e chegamos na hora certa, depois do pequeno almoço e antes do almoço, a Madrid, e logo com as jóias da coroa (agora estou a lembrar-me de uma fala numa série, adiante), o Palácio Real e a Catedral de Almudena, que vistas espectaculares, aquele passeio por aqueles jardins, do pouco que vimos, foi um cheirinho a quero mais. Aquele Palácio e a Catedral merecem umas visitas mais em detalhe. Ainda conseguimos entrar numa das capelas laterais da Catedral e deu para rezar pela nossa selecção (os Argentinos estavam lá a orar). Adorei as portas em bronze com relevo.

Seguimos em direcção à Puerta del Sol, e claro, tive que "fugir" para ir tirar uma foto ao símbolo máximo de Madrid, O Urso e o Medronheiro. Depois já não tive foi tempo de ir ao Quilómetro 0, fica para uma próxima.

O almoço livre teve de obrigatoriamente incluir bocadillo, senão não era passeio a Madrid.

De tarde um passeio obrigatório ao Passeio del Prado, Atocha e ao Museu Rainha Sofia, assim em passeio e em grupo foi uma experiência muito positiva, entre risos, conversas e pequenos malabarismos, foi uma tarde bem passada, que terminou no Parque del Bueno Retiro, e unas cañas, que souberam pela vida, e a terminar a nossa empada levada aqui da cidade que estava 5*.

A noite foi para o futebol, e para ver as vistas de noite, isto foi uma surpresa que não estava incluído no itinerário, mas esta organização ( http://www.ideiasessenciais.pt/   Passeios Faustino) supera sempre as nossas expectativas. E em Madrid nada melhor que para passear de noite, que os bairros típicos, nós fomos, para o Bairro de la Chuenca, um bairro típico e castiço, onde predominavam os símbolos da semana do Orgulho, celebrada em Madrid, bares com história e muita animação.

No segundo dia, estava expectante para conhecer o interior de um estádio, não a parte bancadas/relvado, mas o núcleo central, e nada melhor que uma tour pelo estádio de Santiago Barnabéu, para com uma visita a sala de troféus, aos balneários, ao relvado, e a comoção de vermos o Nosso Cristiano em grande destaque por todo o lado (pena que já tenha saído), um orgulho.

De tarde era hora  de virmos embora, que ainda nos esperavam uns bons quilómetros, e surpresa, é anunciado uma paragem e passagem numa cidade que fica a caminho e que é Património da Humanidade, Segóvia, aqui esta vossa "blogger" (olha a pretensão da rapariga), pensava erradamente que esta cidade se situava no sul, não, é mesmo aqui perto e linda, umas vistas carregadas de história, ruelas calcorreadas por milhentos e um aqueduto que me deixou sem palavras. A Catedral é qualquer coisa de maravilha e encontrei o António Machado, o escritor com nome português, mas com alma espanhola.

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Aqueduto Romano de Segóvia

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Catedral de Segóvia e Praça

 

Foram dois dias de caminhadas que não cansaram, de vistas de obras desconhecidas de companheirismo e de deslumbramento, porque por mais fotos que vejas, nada nunca supera o original.

Abril 30, 2018

m.

E o dia escolhido para a caminhada foi o dia da Liberdade, o dia 25 de Abril. Tempo ameno, de Primavera? Não, calor de Verão, mas quem caminha por gosto, isso nem foi uma preocupação por ai além. 

Com algumas paragens por imprevistos ( o que é uma excursão sem imprevistos e atrasos, não era  a mesma coisa), sempre explicados pelo grupo organizador (Ideias Essenciais Eventos e Passeios Turísticos Faustino Teixeira são cinco estrelas). Com a primeira paragem em Vila Real, café, pequeno almoço, ou o quiséssemos, porque já levávamos uma hora de autocarro, soube bem começar este pré aquecimento.

Depois e eu sem fazer ideia onde se situavam os Passadiços nem pouco mais ou menos, demoramos mais umas duas horas de autoestrada e estradas nacionais, que pecaram pela triste paisagem enegrecida e triste, ainda no autocarro e como tínhamos de ir nas localidades a passo de parados, dizia adeus às pessoas que em dia feriado aproveitavam para tratar das suas culturas agrícolas (vulgo semear / cavar batatas), foi divertido, porque elas paravam para descansar e algumas acenavam, isto é da herança, desde sempre me lembro do meu pai cumprimentar todas as pessoas por quem passava na aldeia vizinha, mas ele conhecia as pessoas, eu não, mas o meu avô materno fazia o mesmo, e ele tal como a neta não conhecia  as pessoas), depois de muitas curvas, descidas, subidas, e mais disso, parecia que nunca mais chegávamos, mas eis-nos à beira do Rio Paiva, no local de partida/chegadas, para embarcarmos, ou melhor caminharmos, nestes tão famosos passadiços.

A organização, que já tinha feito um breve briefing (ai que me lembrei de quando trabalhei naquela empresa, onde todos os dias tínhamos um briefing, nunca mais tinha ouvido a palavra), e explicado, combinado, e avisado das regras e dos cuidados a ter em respeito pela Natureza e pelos outros Caminhantes (isso devia ser Civismo e senso comum), mas é realmente sempre melhor avisar e relembrar, porque mesmo assim, ainda me insurgi por ver uma pessoa adulta, a dar um rebuçado, ou o que fosse  a uma criança e a deitarem os papéis fora (e eram do nosso autocarro). 

Começamos a caminhada no sentido Espiunca - Areinho  e terminávamos o percurso com cerca de 300 escadas para subir, e umas quantas (500? para descer), com isso em mente, propus-me poupar na água, só mesmo em SOS, e na alimentação, antes de começarmos uma barrita, a hora do pequeno almoço já ia longe.

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No início começamos um grande grupo, mas como era para caminhar ao nosso ritmo e apreciando as maravilhas da natureza, impossível não parar e ouvir o relaxante som dos rápidos e da água, que ao longo de todo o percurso nos acompanhou, seja no rio (lado esquerdo), ou caindo por entre as pedras e encostas do nosso lado direito. 

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O verde da paisagem é ia dizer bonito, mas é pouco, é de um deslumbramento que nos deixa como que enfeitiçados, e a queremos (eu pelo menos) explorar essa zona de vegetação tão diferente, e ao mesmo tempo apelativa. E fomos em grupos mais ou menos pequenos consoante as companhias e os passos ao nosso ritmo, parando aqui e ali para apreciar convenientemente a paisagem e descansar um pouquinho, porque o calor era muito.

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A meio do percurso e previamente definido paragem para reabastecer, tinha de ser, e soube mesmo bem. Aqui no meio do percurso encontram-se dois ícones dos passadiços a Cascata e a ponte suspensa (medo), no meio da natureza a pureza das 

águas refrescantes e relaxantes, apetecia ficar mais um bocadinho e tomar um duche ou um banho no rio, mas nada que pudesse fazer neste dia, mas quem sabe da próxima vez, com mais calma e tempo.... 

Continuando que isto de passar a ponte suspensa é de meter medo, não o fiz, sei que começava a tremer mas deve ser uma experiência fixe, para os radicais, para mim passo, obrigado, mas gostei de ver a fila interminável para a passar duas vezes. 

Com  a força do calor, começamos a sofrer um bocadinho, e ao longe os passadiços tornaram-se assustadores, mas como tinha de ser, coragem e força, para iniciarmos a subida, mas na curva do rio, vemos a  Cascata das Aguieiras e incrível a Natureza  a água a cair das serras e a força que nos transmite e permite encarar a subida com algum entusiasmo (bom não era hipótese desistir). 

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 Esta subida interminável, custou-me um bocadinho, mas depois a preocupação e a entreajuda a quem estava pior e lhes foi mais difícil, não parei  a pensar no que tinha pela frente, era sempre mais um lanço, que estamos no bom caminho, entre nós lá fomos lanço a lanço, e com a paisagem deslumbrante chegamos ao topo, vitoriosas de um longo caminho percorrido. 

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Depois da encosta de subida, a descida, e mais uns quantos passos para terminar e encontrar-nos todos no ponto de encontro Areinho pausa merecida e desejada para refrescar, café e água, para repor energias, que ainda nos faltava mais um bocadinho até ao autocarro.

Depois veio o repor das energias, que a organização nos proporcionou, excelente serviço, aquela paparoca sobe que nem um manjar e o local foi inteligente Monte e Capela da Senhora da Mó; Arouca. 

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Ainda tivemos tempo para uma breve visita a Arouca, que tem uns doces conventuais divinais, e gente super simpática, falo pelo senhor da pastelaria, que nos ofereceu um dos doces típicos e nos explicou cada um deles.

Uma excelente caminhada em boa companhia com uma organização excelente que estavam sempre prontos para esclarecer e ajudar http://www.ideiasessenciais.pt/

 

 

 

 

 

Fevereiro 19, 2018

m.

Depois de muitas hesitações, adiamentos e outras coisas, agora é que é, temos data e muita vontade, e o treino já começou....dizem que é difícil, mas se fosse fácil não era para nós, assim em Maio contamos ir finalmente aos Passadiços do Paiva, subir e descer, mas sobretudo desfrutar e aproveitar a maravilha que a natureza e o homem nos proporciona.

Fevereiro 10, 2018

m.

 

Num sábado cinzento, frio e chuvoso, está-se com a neura e o melhor é sair do local onde a neura ameaça engolir-nos, é pegar no carro e meter pneus a caminho, partir sem destino, e ir parar a outro País, não não quero há demasiada alegria ali, eles estão em plenos corsos carnavalescos e isso piora-me a neura, opto por embrenhar-me em terras do Barroso, em aldeias desconhecidas e ruelas vazias, mas numa dessas aldeias, encontro uma aldeã, que vendo-me estacionar, me espreita, e eu apreciando as vistas e o ar puro, dou-lhe as boas tardes, ela respira de alivio, e começamos a conversar trivialidades, sobre o tempo, as ruas desertas, as cidades que tem tanto e nada para oferecer, e neste meio tempo, tudo o que me "neurava" passou, e apesar do frio e do vento gelado, senti-me renascer, e ficar muito mais disposta para enfrentar tudo e todos.

 

Outubro 26, 2017

m.

Passear por cidades que eu gosto nunca é demais para mim, e sempre descubro coisas novas e diferentes.

Um encontro em Guimarães é sempre especial, pela companhia, e pela perspectiva de voltar a visitar esta cidade que eu ADORO.

Desta vez e contrariamente ás anteriores, fui estacionar num local, que sabia onde era, mas não sabia como lá chegar, conclusão, falhei o cruzamento de entrada, mas como tenho um sentido de orientação, "ni" a pesar para o "si", percebi que de alguma forma e perante alguma manobra tinha mesmo de voltar para trás, senão ia ter nem sei eu onde, claro que quando voltei para trás, a minha velocidade passou para "velocidade de procura de indicações", mas não havia, e se as havia eu não as vi. Assim que voltei no cruzamento, e depois no outro, via que ia no caminho certo, e eis-me perante mais um engano, voltei a falhar a entrada do estacionamento, perante tanto engano logo pela manhã (e ainda nem eram 10 horas), imaginei que o resto do dia is ser assim, meio equivocado. Errado!!!

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Paço dos Duques; Guimarães.

 

O objectivo deste dia era variado e tinha de aproveitar o tempo ao máximo, foi um bónus apesar dos enganos, estar á hora de abertura do paço dos Duques, para ver a Exposição "Leonardo Da Vinci, O Inventor", e conseguir ter a possibilidade de ver a exposição calmamente e sem burburinho, poder ler todos os painéis e ver as réplicas das suas obras, no final senti-me feliz e ainda mais admirada por um Criador, que com a sua visão futurista e inconformada nos antecipou o futuro de forma tão espectacular.

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Exposição Leonardo Da Vinci, O Inventor; Paço dos Duques; Guimarães.

Depois deste "banho cultural", e ainda sendo cedo, parti á procura de alguém e percorri outras ruas menos turísticas, e depois de todos os elementos presentes, a visita ao Palácio Vila Flor, deixou-me com vontade de assistir a algum concerto, muito especial, vamos sonhando.......

O almoço foi um acontecimento, num local repleto de referências á leitura e nós que adoramos ler, adorei o espaço, os pequenos mimos, os gestos de simpatia, tudo regado com um delicioso almoço.

A sobremesa, veio de fora

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Pastéis de Nata, Natas, do Norte ao Centro, quais as mais deliciosas.

 A tarde passou a correr entre Castelo, Monumentos, Igrejas, Estátuas, explicações apressadas que o tempo, quando estamos a passear voa nem sei por onde, e quando damos por ela é um até breve, porque esta é a parte mais difícil, o adeus.

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Estátua de D. Afonso Henriques; Guimarães 

Aproveitando o resto do dia, ainda aproveitamos para visitar três santuários, São Bento das Peras, com os seus miradores dos quais podemos apreciar as vistas. Santuário da Senhora da Lapinha, respira-se tranquilidade. E por fim o Santuário da Penha. Um final de passeio espiritual que nos proporcionou alguns momentos de recolhimento, reflexão e oração.

 

 

 

Outubro 24, 2017

m.

Neste fim de semana fui numa excursão, ou passeio turístico?. Não sei o termo certo, mas fui eu e mais 50  num confortável autocarro e não é que adorei, apesar de ir cheio de avós e alguns netos (nós), o convívio e a excelente organização aqui , fizeram o resto.

Saímos em direcção a Ourense, num passeio pelas termas ao ar livre e pelo centro da cidade, conhecia um bocadinho, e o tempo não estava propício a grandes passeios, mas deu para tomar o pequeno almoço e passar pelas ruas principais. De manhã cedinho com um tempo de chuvinha o que

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Termas; Ourense; Espanha

nós queremos é um café-solo, com um croissant fresquinho com um queijinho delicioso. Depois do passeio parou de chover e saímos em direcção a Salvaterra do Miño com sol e calor.  Nestas paisagens e ali como cá o verde é substituído pelo negro dos fogos, e é tão desolador ver as paisagens verdejantes negras e mortas.

Chegados ao local, degustar um excelente almoço no Restaurante Casa Lino, era tudo o que precisávamos,  e o mesmo excedeu as expectativas, quer em termos de comida, quer de companhia e animação, porque a tarde prometia cansar.

DSC08233.JPGMega-Cacete; Salvaterra do Miño; Espanha

 

Depois de um almoço bem temperado e regado, claro que necessitávamos de exercitar os músculos e nada melhor para o fazer que no nosso País tão lindo e desconhecido, passando Monção, começamos a avistar Valença, e para mim que não conhecia tive um prazer redobrado e uma boa surpresa ao visitar e conhecer o interior desta cidade fronteiriça.

DSC08278.JPGParede de Água; Valença do Minho; Portugal

 Em direcção a Pontevedra deu para descansar os olhos, vulgo dormir, e quando atravessamos uma das suas inúmeras pontes deparei-me com uma cidade moderna e conservadora do seu património histórico, ver as Ruínas de San Domingos, foi um retroceder no tempo, respirar história.

DSC08313.JPGRuínas De San Domingos; Pontevedra; Espanha

 

Em direcção a Cambados e ao Festival do Marisco, apreciando a paisagem natural das Rías Baixas, tão faladas e tão desconhecidas.

E chegados a Cambados, o que é que as raparigas foram fazer, além de passear, ou melhor antes e em vez de passear, visitar uma livraria, pois claro não nos fosse faltar material de leitura depois do bailarico. A sério somos mesmo leitoras apaixonadas até pelos livros em língua de Cervantes.

O jantar, foi TOP, a queimada gallega, assustadora o expiar das brujas, claro que o Padre Fontes tem outro encanto no desconjuro, mas foi assustadoramente divertida esta queimada.

De manhã um passeio descobrindo toda a beleza desta localidade, muitos monumentos repletos de histórias místicas,  uma baía de sonho, um poeta perdido num jardim (Ramon Cabanellas), um café com sabor a laranja pura. Unas vecinas que passando por nós nos dão os Bons Dias, um detalhe um miminho que nos agradou a todos.

DSC08414.JPGIgreja de San Benito; Cambados; Espanha

 

Um almoço reforçado, que soube mesmo bem, uma sobremesa que refrescou, um café que ficou por tomar.

E quando chegados a Santiago de Compostela, o mesmo Espírito Peregrino e de Santidade impregna o espírito, e só peço uns minutos de tranquilidade, um local que nos transmite e nos dá o alento que necessitamos e está aqui tão perto. Sempre dentro de nós e connosco.

DSC08433.JPGO Final do Caminho; Santiago de Compostela; Espanha

 

Um passeio super agradável, com uma organização excelente, e poucos ou nenhuns defeitos a apontar.

Para repetir.

 

 

 

Julho 17, 2017

m.

Desta cidade onde moro, interior, norte e longe de praias e do nosso litoral tão português, as pessoas acorrem a Vigo, e ás suas praias, convenhamos, fazer +/-180 Km, é diferente de fazer +/- 700Km, é que ontem fui a Vigo, e já tendo ido ao Algarve, realmente Vigo visto daqui é o Algarve, até nos preços são similares, mas Vigo é mais barato, não têm o inconveniente da língua, podemos falar português á vontade que eles percebem perfeitamente, ou quase, a menina do M* estava  a fazer-se esquisita de eu pronunciar "caramelo" em português em vez de "Caramelo" en español.

Começou cedíssimo, ás 4:37 sem despertador, que só tocou ás 5:00, mas faltando menos de nada, e como de manhã as coisas correm a velocidade caracol, levantei-me, e fiz tudo estava preparado para sair por volta das 5:30, ou seja que se me levanto ás 5:00 não tinha tempo para tudo aquela velocidade.

Autocarro, lugar escolhido, e lá embarcamos, eu e 52-51-53-54, não houve consenso em relação ao número de passageiros, mas não importa, a viagem foi rápida e agradável, e chegados á praia, pousamos as coisas e tomar o pequeno almoço, e uma grande caminhada pela praia com muitos duches á mistura,  a temperatura da água estava excelente, no areal ainda havia muitos locais para colocar  a toalha, mas o nosso lugar já estava marcado.

Peixes na água nós os quatro, e só descansamos quando a fome e outras necessidades apertaram, e quando demos pela manhã tinha fugido rapidamente, eram 12:30, as nossas 11:30, quando acampamos numa mesa, a degustar o nosso pic-nic, porque confesso estava com fome. Tivemos convidadas para almoço, as gaivotas, essas larápios, que até ás mãos das pessoas iam roubar a comida. Medo.

Depois do almoço, café e como alguém quer muito gelados do M*, lá fomos nós enfrentar uma gigantesca, quem diz uma, três ou quatro aglomerações de pessoas que ninguém se entendida, e era a confusão total, até que finalmente entramos na fila certa, e em menos de 15 minutos um geladinho fresquinho para aplacar o calor.

Na tarde, apenas nos ficamos pelas toalhas, e mais uma caminhada, de volta de mexilhões e lapas, e começa a soprar uma brisa e um nevoeiro, que se tornam desagradáveis. Lanche e voltamos para o autocarro, para embarcar em direcção a casa.

 

Um dia espetacular, em boa companhia, um tempo agradável de praia e uma descoberta.

Junho 14, 2017

m.

Pisa, não sei se foi a expectativa do que ai vinha, mas na nossa curta estadia em Pisa apenas estivemos na Torre e na Catedral eu não entrei. Percorri o mercado, e comprei alguns souvenirs, para mais tarde recordar. A explicação que nos deram para a inclinação, foi da Torre ter sido construída sob terreno "pantanoso", e de um lado ainda na construção os alicerces começarem logo a afundar, os engenheiros da época tentaram corrigir, mas com o tempo, a correcção não é suficiente. Espero que não caia, porque é linda, com todas as esculturas e colunas á volta, as fotos não lhe fazem justiça. Esta cidade não estava planeada, mas como fica perto de Florença, o nosso próximo destino, abdicamos de duas horas e passamos por lá.  

Florença já sabia que era a Cidade do Renascimento, que nela habitaram e viveram o Miguel e o Leonardo, o Boticelli, e tantos outros pintores, escultores e homens que deixaram a cultura Mundial, muito mais rica, mas não estava preparada, não estava, e quando descemos do autocarro e nos dirigimos ao hotel, e comecei a ver reproduções da cidade, fiquei mais do que ansiosa para a conhecer.

A nossa primeira paragem e ainda antes de entrarmos na parte "mais" histórica e turística e conhecida, foi o Miradouro da  Praça Michelangelo, ou como nos explicou   o motorista do autocarro Florentino de Nascimento, Miguel Angelo com Florença a seus pés, e na realidade deste ponto as vistas são absurdamente espetaculares, inesquecíveis. E como estamos em época de quase Outono, vemos ao longo a beleza da cidade, e as nuvens carregas de chuva, para a qual já nos tinham alertado.

Na verdade,  mais do que dos monumentos, dos museus, do casario, das lendas e histórias milenares, das excelentes paisagens, falo do encantamento que esta cidade teve sobre mim, não estava á espera, de ficar a amar esta cidade. Ficou no meu coração.


Assis, uma cidade medieval, a cidade de São Francisco de Assis, de uma beleza única, cada rua, cada monumento são únicos, um retrocesso no tempo, uma paz que se respira, espiritual, cultural, longe das multidões de turistas, podemos percorrer com calma e tempo as suas ruas e apreciar a paisagem envolvente.

 

Roma, a cidade imperial, que todos conhecemos e reconhecemos, uma capital polvilhada de história, que se respira a cada passo que damos, uma cidade onde conduzir é um sério problema porque é uma grande confusão pelo menos para mim, é o salve-se quem puder, medo, felizmente andamos de autocarro e também a pé, muito a pé. Um dos locais que me ficou na memória por ser tão arrepiante e horrível foram as catacumbas. Os vestígios romanos que perduram até aos nossos dias, o bom e o mau. Aprender com o passado e com a história, pessoalmente acho que sim, vamos sempre repetir os erros do passado.

Em Roma, e com mais um bocadinho de liberdade...deu para nos embrenharmos nas ruelas e na confusão de Roma, ai sim uns turistas de mochila +as costas, com o mapa a mão e a tão indispensável máquina fotográfica.

E o Vaticano, bem tive a honra de ouvir uma Missa Papal, e de acenar a Sua Santidade, foi mais um dos momentos altos desta magnífica viagem, No Vaticano e sendo uma fã assumida de Miguel Ângelo, se não me puxassem ainda hoje estaria a absorver a maravilhosa Capela Sistina.

Uma viagem muito proveitosa, em termos culturais e pessoais.

Junho 12, 2017

m.

A propósito do Santo António, amanhã é feriado e eu sempre gostei da noite de Santo António em Lisboa, adiante, que isso agora não interessa.

Lembrei-me da minha viagem de sonho a Itália. Começamos por Milão; Pádua; Veneza; Pisa;  Florença, Assis  e finalmente Roma e Vaticano. E excursão com guia e tudo  é bom, mas por outro lado ter horas para estar aqui e ali, não teres a liberdade de passear por outros locais menos turísticos é sempre uma questão que pondero, sou muito de liberdade de passear por outros locais que menos conhecem.

Como foi há algum tempo, lembro-me ainda das sensações, das paisagens, do casario, dos monumentos e do horror dos pombos em São Marcos.

Milão, uma cidade in, um misto de modernidade com bom gosto, associada a grandes marcas, e para mim o encanto maior, a Catedral, as Galerias,  o Estádio de Futebol do AC Milan, Giuseppe Meazza, ou San Siro, já gostei muito de futebol o que posso dizer, o Teatro La Scalla, foi como retroceder séculos e foi uma visita relâmpago  um dia, mas foi um dia em cheio. Lembro-me de andar muito, percorrer a praça de uma ponta á outra,  e ter uma perspectiva, total da Catedral e as fotos são muito boas, mas nas memórias retemos as sensações, os cheiros, as associações com objectos e pessoas.

Pádua, a nossa rival, directa, e bom conhecendo as duas Basílicas, não sei para qual o meu coração inclina, mas nesta Basílica, vendo as relíquias do Nosso Santo António, tendo uma pequena conversa com um Padre sobre o assunto, entendo a reclamação deles, mas mesmo assim Santo António é e será sempre NOSSO.

Tinha piada vir a Itália e não visitar a famosa e maravilhosa cidade de Veneza, bom, que encantadora, tivemos a possibilidade de a visitar de noite, e de dia, o encanto místico e mágico da noite, é qualquer coisa do outro mundo, voltar na manhã seguinte com o amanhecer, é ver as duas faces da mesma moeda e não saber qual escolher. De noite temos a calmaria, o sentirmos a cidade quase só para nós, um brilho especial,  de dia a confusão, os encontrões, os gondoleiros, os vendedores ambulantes, toda a confusão inerente a uma das cidades mais visitadas e famosas do Mundo, mas que tendo a possibilidade de por terra, ou através dos canais percorrer as suas ruas, imaginar cenas (Donna Leon, Morte no Teatro La Fenice), locais vistos e lidos , sentir que fazes parte de algo maior que tu, mas que também te pertence naquele momento que estás ali, é indescritível. Mau: Pombos na praça de São Marcos; O Gondoleiro "cantava fatal", mas com a nossa ajuda atinou, o cheiro dos canais........

 

 

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