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a herança do vazio

Blogue de pensamentos, acontecimentos, experiências, viagens e coisas minhas.

a herança do vazio

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Setembro 08, 2020

m.

Vamos preparando-nos porque ele vai voltar, o Coronavírus, esse ser minúsculo, que nos tira tanto e conseguiu um feito extraordinariamente triste, entra sorrateiro e manhoso e ataca sem dó nem piedade, nações inteiras, continentes e o Mundo.

Por onde passa deixa um rasto de tristeza, luto e tragédia.  E quando pensamos que está a abrandar, ei-lo de volta e  em força, na realidade nunca saiu de cá, ficou mais camuflado,  como um traidor, adaptou-se e soube comportar-se também no pico do Verão, não nos deixando descansar nem esquece-lo. 

Agora com a vinda a poucos dias do Outono, precisamos de redobrar cuidados, nunca descurar a nossa e a segurança dos outros, as máscaras não são para não nos infectarmos, são para não infectar o outro. A lavagem das mãos é uma medida de higiene muito importante, porque as nossas mãos estão em todo e por todo o lado e nunca são demais. Quando não é possível, o desinfectante é o melhor.

Às vezes penso, mas e qual é o problema se apanhar o vírus? O problema é que não sabes como o teu organismo se vai comportar perante este desconhecido, e as consequências que podem vir daí.  Porque isto não é uma simples gripe ou constipação. É grave, muito grave. 

No entanto, penso que é uma questão de tempo até nós sermos todos infectados por ele. E é assustador o que desconhecemos. 

Eu acredito que Vamos Todos Ficar Bem, mas antes disso, Vamos Passar um Bocado Mal. 

Setembro 08, 2020

m.

Este é o mês da viragem, quase que acabou o Verão, e estamos prestes a entrar no Outono, o mês de recomeços, mas é também o mês da festa da nossa aldeia, e a tristeza que sinto por este ano, não haver nada, só um sentimento de domingo vazio, sem a família, sem a comida a montes, que dura para lá de uma semana (os restos da festa), os familiares e amigos que nos visitam sempre e só nesta altura do ano,  os amigos, conhecidos, que sempre  aproveitamos estes dias para colocar a conversa em dia, ir ao bailarico, dançar ao som de músicas que só ouves nesta altura do ano, e adoras,  apreciar os bons petiscos,  relembrar as emoções quando vem a Banda, a alvorada de noite com os sinos a repenicar e a chuva de foguetes que nos levam a todos às ruas a celebrar, aquele arrepio de emoção e orgulho de ver e acompanhar a procissão, palmilhar as ruas da aldeia ao compasso e depois entregar a bandeira aos festeiros do ano seguinte, oh tempos tristes e estranhos que nos privam das coisas boas da vida. 

 

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