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a herança do vazio

Blogue de pensamentos, acontecimentos, experiências, viagens e coisas minhas.

a herança do vazio

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Agosto 17, 2020

m.

As saudades que já tinha de caminhar, pela natureza, mesmo dando uma "pirueta", assim lhe chamaram, (para mim foi uma queda gigante, felizmente sem graves consequências, menos mal),  qual acrobata de circo, mas há que continuar, que desistir é para os fracos, fiz mais devagar, mas encontrei o ritmo pós queda, hoje sinto-me  mole, dorida mas o que me apetece,  é voltar a esta caminhada, cansativa, mas que me me trouxe, tanta paz e calma, estava mesmo a precisar. 

Caminhar dá mesmo saúde. 

Agosto 02, 2020

m.

Para mim o dia 1 de Agosto,  é um dia, com um misto de emoções contraditórias. Há  anos atrás perdi o meu avô materno neste dia. Mas também foi o dia que recebemos a notícia que a família tinha aumentado. 

Por isso sempre que lhe dou os parabéns, e às vezes a comer aquela fatia de bolo,  dou por mim a pensar com muito carinho e saudade  no meu avô, que foi só o melhor avô que eu tive. Lembro-me das idas à casa dele, noutra aldeia, íamos de autocarro e ele dava-nos sempre um lanche daqueles que terminavam com um gelado à espera do autocarro ou camineta da carreira, como se dizia naquele tempo, embora eu adorasse o gelado epá, tinha de comer sempre o perna de pau, ou o super maxi, que lá em casa não se mastigavam pastilhas (passo a publicidade a esta marca de gelados). 

As visitas dele, sem a respectiva esposa (naquela altura eu não percebia porque é que a senhora não ia lá a casa, hoje já percebo), eram sempre aguardadas com uma alta expectativa (aqueles rebuçados ou chupas ou as bengalas), era sempre uma animação quando ele aparecia, no quintal, a chamar pela minha mãe e depois a fazer-me aqueles carinhos que só os avós sabem....e ele era tão querido naquele chapéuzinho e com a sua bengala e o seu bigode, era a única pessoa da família que o usava, agora um ou outro tio, também, mas na minha infância o dele era único.

Quando adoeceu, foi uma verdadeira tragédia, que demorou, na altura só me deixaram vê-lo enquanto esteve consciente, depois a demência tomou conta dele, e eu fugia com o meu irmão para o vermos ao longe e sem a minha mãe ver, e curiosamente ele sempre nos reconheceu e sempre tinha uma palavra para connosco. 

Quando morreu, a 1 de Agosto, e recebemos o telefonema, ele estava no hospital e apesar de ter e ser uma criança, lembro-me dos choros dos filhos e irmãos , e de nós os netos andarmos a passear pelo cemitério e a ver as campas, e as flores, fazia um calor horrível, e do funeral só me lembro disso, do bem que nós as crianças passamos quando os adultos estavam a fazer a sua despedida. 

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