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a herança do vazio

Blogue de pensamentos, acontecimentos, experiências, viagens e coisas minhas.

a herança do vazio

Blogue de pensamentos, acontecimentos, experiências, viagens e coisas minhas.

Julho 26, 2019

m.

Não sei se sou eu, ou, é geral, mas parece-me que as pessoas, estão tristes e desanimadas, mesmo aquelas que acabaram de vir lá dos locais onde ficam cor de madeira escura, as ditas férias, onde é suposto recuperar energias, bom humor, felicidade, só que não, anda tudo com umas caretas de tristeza, que metem dó....coitadas.

Já não falando na situação do país, que isso sim é de ir ás lágrimas, e pedir socorro, tirem-me deste filme de terror.

E as bocas, de quem nos gere o destino, é de ficar com os pelos em pé, que horror "minha gente", tento na língua, já dizia a  minha avó.

Ou do desporto, andaram a pancada, num determinado balneário, ou foi só cartoon???

Piores estão os nossos vizinhos aqui do lado, que nunca mais têm governo, mas são felizes. E governam-se a eles próprios. Ao contrário de cá que só se governam meia dúzia....enfim, não desanimenos, que amanhã é sábado e depois domingo, e são dois dias sem ver notíciários, que só me deprimem.

Julho 26, 2019

m.

Oh foi tão bom, conhecer avós, só que também foi triste, porque eram cinco e só conheci infelizmente três (um era meu tio-avô, mas nunca fizemos essa distinção, era avô e mais nada). Mas esses três eram bem castiços, principalmente o meu avô C., era um velhote adorável de chapéu, e bengalinha, e nunca deixava esta netinha sem carinho, e rebuçados, sim a despesa com o dentista começou logo ali, na infância, eram tardes bem passadas ele a conversar com  a minha mãe e eu a brincar na terra batida, com as bonecas, os trapitos, e mais coisas que agora não me lembro, porque a idade chega a todos, só me deixaram brincar, não cuidar do meu irmão quando o meu avô adoeceu, e precisou de cuidados especiais, e ai as brincadeiras foram mudar fraldas, dar carinhos ao mamo mais novo, o avô estava cada dia pior, e depois morreu. Mas ele morreu e lembro-me de ir ao enterro com os meus primos, e de andarmos a passear no cemitério, enquanto os nossos pais, choravam a morte do avô, éramos tão inconscientes, e o melhor foi que os pais nem ralharam. Quando chegamos a casa, as notícias eram boas, havia um novo elemento na família. Não esquecemos o avô, mas cada vez que damos os parabéns à A., pensamos hoje faz anos que morreu o avô.

Já da minha avó V. , a conversa é bem diferente, éramos maiores, mais férias em conjunto, mais memórias daquelas praias onde tínhamos  liberdade, mas também mais responsabilidade, porque ela era justa e castigava e premiava com regra e sabedoria. Também nos enchia de risos quando se comportava quasecomo nós, alinhava e gostava das brincadeiras, mas depois crescemos e ela ficou sem paciência para adolescentes com feitios mais do que mpossíveis, eram maus e mesmo uns putos traquinas. Quando morreu, foi triste, nem estava á espera, mas é como dizem, a vida, estava velhinha e cansada. E no velório, fomos buscar todas as recordações de infância e fizemos a justa homenagem.

Do meu avô I., tenho recordações alegres, era um senhor simpático, afável e nunca se zangava, era uma paz de senhor, pequenino, de boné, era e estava sempre alegre para nós. E foi a primeira pessoa morta que vi, telefnaram para a escola (naquela altura viviamos a quilómetros luz dos telemóveis), e lá viemos nós no autocarro muito mais cedo, aulas a que faltamos, justificadas e quando cheguei a casa da minha avó, entrei no quarto e estava a minha mãe a vestir o casaco ao meu avô, não me assustei, mas ainda tenho aquela imagem felizmente que a minha avó depois mudou a distribuição do quarto. 

Dos outros avós só sei o que me contaram, sensações, e  sonhos com as pessoas das  fotos, porque deles não tenho memórias. E sinto essa falta, mas morreram antes de eu ser sequer projecto de gente, etambém deixaram os filhos tristes e sós. 

 

 

 

Julho 12, 2019

m.

Um dia de calor qb, um encontro planeado e há muito desejado. E uma descoberta de um lugar com encanto, religiosidade e esquecido e por muitos desconhecido, o Mosteiro de São Torcato, na vila com o mesmo nome e próximo da nossa cidade maior, Guimarães (desculpem as outras. mas eu e esta cidade temos um não sei quê de cumplicidade). Quando me propuseram o passeio e a vista, fui buscar porque na minha ignorância, desconhecia a lenda e a vivência deste Santo, e senti-me tão bem, uma calma, uma sensação de paz, e desconexão com o quotidiano, que foram umas horas que me pareceram semanas.

Antes passamos pelo Campo da Ataca, em que se celebra a homenagem à Batalha de São Mamede, tem lógica  e sentido, a  não ser mesmo na cidade e sim nos arredores. O que me desiludiu, foi o aspecto de quase abandono e a falta de algo mais "chamativo", porque só mesmo quem conhecia me poderia ter levado lá, obrigado I., és a minha guia favorita.

Entre pontes medievais e moinhos de água, passeios,  caminhadas matinais, assim se passou o dia....e aquela pizza ao jantar (restos de almoço) soube a saudade e a um até breve.

Julho 12, 2019

m.

Bem, há muitos anos (sim estou a ir para velhota, mas não estamos todos?), eu via novelas, brasileiras,  à  falta de melhor, era fã assídua, gostava e perdia tempo a ver.

Depois cresci, e começaram as portuguesas, via em família, em união, comentavam-se, mandavam-nos calar, e nós adolescentes suspirávamos pelos "Diogos Infantes" desta vida.

Voltei a crescer,  em maturidade e gostos e os critérios sobre as novelas, começaram a ser diferentes, as próprias começaram a enrolar, e enrolar, e as tantas vias um episódio à segunda, e podias estar duas semanas que quando voltasses a ver à sexta, pouco ou nada se perdia, e deixei completamente, bem completamente, não, às sextas uma vez por mês, reunião de família (e a pequenada adora, então se tiver pistolas, é uma maravilha) e lá tenho que levar com a novela do momento.

Quando mudei para esta cidade, a fronteira plantada, vi que conseguia ver os canais do País vizinho, e cerca do ano passado por aí, vi num canal, uma série (é mais fino, que novela, ou telenovela), que me despertou o interesse, comecei a ver, esta sim não podia deixar de ver todos, os dias, porque de dia para dia perde-se um bocado o fio a meada. Achei que era Israelita, não sei porquê, (se calhar pelo Eurofestival), depois fiz uma pesquisa e vi que era turca, é pá...turca, isto é tão estranho, porque nunca imaginei os turcos (só os do bazar não sei quantos que aparece no filme do James), e surpresa, de onde aquela novela e actores vieram há mais, muito mais, e não têm nada a ver com as nossas, é muito melhor, não enrola, despacham problemas e soluções, não há p*do, como dizia a minha avó, beijos castos, e olhares que dizem mais do que mil palavras e gestos. E me deixam completamente arrebatada, em frente ao televisor, não vá eu perder, palavra do que aquela gente diz, que já me bastam as legendas em castelhano que me vejo "turca" para as acompanhar....Tão boa esta descoberta.

Julho 05, 2019

m.

Depois de três festas de aniversário, só queremos mesmo descansar e fazer dieta....

E o blogue fica para trás, que outras prioridades se impõem.

 

 

 

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