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a herança do vazio

Blogue de pensamentos, acontecimentos, experiências, viagens e coisas minhas.

a herança do vazio

Blogue de pensamentos, acontecimentos, experiências, viagens e coisas minhas.

Julho 22, 2018

m.

Foi impagável, a cara da funcionária, quando lhe perguntei onde estavam as palmilhas, olhou para mim como se lhe tivesse a pedir um objecto estranho não identificado. Eu sei que os pezinhos dela são novos e ainda não precisa de conforto, mas eu sim, e olhar-me como ET não foi nada agradável. 

Tive de as procurar sozinha, e escolher aquela que melhor me proporciona conforto.

 

Julho 17, 2018

m.

Acordei com o toque do telemóvel, mas não o toque do despertar, e assustei-me, faz parte das memórias distantes de cada vez que o telemóvel tocava o meu coração começava a bater a "mil por hora" (cientificamente impossivel), mas era a sensação, por motivos que agora não vêm ao caso, e consigo perceber mal a identificação, abrir os olhos, não ter os óculos à mão, as horas, foi difícil perceber o que se passava e assutei-me logo, porque o ser humano está programado para isto, pensar logo o pior, mas depois ouvi uma vozinha:

"- Bom dia, já estás acordada?"

Contrariamente ao meu mau humor matinal, desta vez respondi com entusiasmo e felicidade.

Mas quando expliquei que só costumava despertar dali a meia hora, a vozinha lá do outro lado responde

" -  Então vai lá dormir! "

Beijinhos e um bom dia para ti também.

 

 

 

Julho 16, 2018

m.

Não sendo fã acérrima de futebol, gosto q.b. segui sem grande interesse o Mundial, e a dada altura comecei a torcer pela Bélgica, ou pela Inglaterra, o terceiro e quartos classificados respectivamente. Quase que acertava nos finalistas, quase....gostei muito do jogo da Bélgica e da Inglaterra e fiquei triste quando ambos não passaram à final.

A nossa selecção ficando pelo caminho deixou-nos órfãos de preferências, no que me diz respeito, e depois começaram (ou algumas já tinham ido embora) as eternas favoritas, e assim o Mundial começou a passar-me ao lado, sabia apenas os resultados e quem ia passando e pouco mais.

 

 

 

Julho 12, 2018

m.

Olhem só mesmo eu para começar a correr assim que vejo uma estátua de um dos meus pintores que sempre quis conhecer as suas obras originais, as réplicas essas já as tenho, obrigado.

Diego Velázquez, sabia que no Museu do Prado, havia uma porta Velázquez, e andava à procura, quando a encontrei, delirei. assim mesmo, eufórica e excitada como uma criança numa noite de Natal, e pedi ao nosso guia a nossa bandeira, porque hoje estávamos em Espanha mas também a pensarmos em Portugal e saco do telemóvel e peço para nos tirarem a foto,  a mim à bandeira e ao pintor, ao qual cortaram a cabeça, pânico, assim que vi a foto só queria voltar para trás e voltar a pedir a alguém que soubesse mesmo tirar fotos, para a repetirmos, mas não houve tempo, o restante grupo já se estava a afastar e tive de correr em plenas "calles de Madrid" atrás do guia para lhe devolver a bandeira. Só eu, felizmente alguém tirou uma foto como deve de ser, mas só a vi passado uns dias. Obrigado J.

O resto do tempo portei-me como uma pessoa normalita, sem correr a tirar objectos ás pessoas, excepto no domingo de manhã, emoção de estar no estádio do CR, foi superada por poses estranhas a ouvir os hinos das celebrações, ao pé das taças, será que existe outro clube com tantas ou mais taças de todos os tamanho, feitios e importância. Mas foi uma emoção controlada, pena que entretanto o CR tenha saído, por motivos que nem quero opinar.

Em Segóvia a única peripécia, foi, ver um manequim e dar-lhe o braço....okay sol a mais dá nisto. Felizmente poucas pessoas viram, mas há provas.....

 

 

Julho 11, 2018

m.

Que fim de semana tão, acho que ainda ando a procura de adjectivos para associar a este passeio e a esta cidade e cidades de Espanha, o único ponto negativo foi não termos ganho o jogo. E os espanhóis também festejarem a nossa derrota, mas os festejos deles foram de pouca dura, nem 24 horas, o karma é lixado e ri melhor quem ri por último, nós.

Saímos de madrugada porque é longe e fomos de autocarro, em excursão organizada, e chegamos na hora certa, depois do pequeno almoço e antes do almoço, a Madrid, e logo com as jóias da coroa (agora estou a lembrar-me de uma fala numa série, adiante), o Palácio Real e a Catedral de Almudena, que vistas espectaculares, aquele passeio por aqueles jardins, do pouco que vimos, foi um cheirinho a quero mais. Aquele Palácio e a Catedral merecem umas visitas mais em detalhe. Ainda conseguimos entrar numa das capelas laterais da Catedral e deu para rezar pela nossa selecção (os Argentinos estavam lá a orar). Adorei as portas em bronze com relevo.

Seguimos em direcção à Puerta del Sol, e claro, tive que "fugir" para ir tirar uma foto ao símbolo máximo de Madrid, O Urso e o Medronheiro. Depois já não tive foi tempo de ir ao Quilómetro 0, fica para uma próxima.

O almoço livre teve de obrigatoriamente incluir bocadillo, senão não era passeio a Madrid.

De tarde um passeio obrigatório ao Passeio del Prado, Atocha e ao Museu Rainha Sofia, assim em passeio e em grupo foi uma experiência muito positiva, entre risos, conversas e pequenos malabarismos, foi uma tarde bem passada, que terminou no Parque del Bueno Retiro, e unas cañas, que souberam pela vida, e a terminar a nossa empada levada aqui da cidade que estava 5*.

A noite foi para o futebol, e para ver as vistas de noite, isto foi uma surpresa que não estava incluído no itinerário, mas esta organização ( http://www.ideiasessenciais.pt/   Passeios Faustino) supera sempre as nossas expectativas. E em Madrid nada melhor que para passear de noite, que os bairros típicos, nós fomos, para o Bairro de la Chuenca, um bairro típico e castiço, onde predominavam os símbolos da semana do Orgulho, celebrada em Madrid, bares com história e muita animação.

No segundo dia, estava expectante para conhecer o interior de um estádio, não a parte bancadas/relvado, mas o núcleo central, e nada melhor que uma tour pelo estádio de Santiago Barnabéu, para com uma visita a sala de troféus, aos balneários, ao relvado, e a comoção de vermos o Nosso Cristiano em grande destaque por todo o lado (pena que já tenha saído), um orgulho.

De tarde era hora  de virmos embora, que ainda nos esperavam uns bons quilómetros, e surpresa, é anunciado uma paragem e passagem numa cidade que fica a caminho e que é Património da Humanidade, Segóvia, aqui esta vossa "blogger" (olha a pretensão da rapariga), pensava erradamente que esta cidade se situava no sul, não, é mesmo aqui perto e linda, umas vistas carregadas de história, ruelas calcorreadas por milhentos e um aqueduto que me deixou sem palavras. A Catedral é qualquer coisa de maravilha e encontrei o António Machado, o escritor com nome português, mas com alma espanhola.

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Aqueduto Romano de Segóvia

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Catedral de Segóvia e Praça

 

Foram dois dias de caminhadas que não cansaram, de vistas de obras desconhecidas de companheirismo e de deslumbramento, porque por mais fotos que vejas, nada nunca supera o original.

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