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a herança do vazio

a herança do vazio

29
Mai17

Coimbra - Uma viagem relâmpago

m.

Não foi propriamente em passeio, mas entre reuniões e comissões e palestras consegui tirar umas horitas para ver, ou melhor rever, algumas das maravilhas de Coimbra.

O dia começou cedíssimo, ou não more a muitos kms, chegar a horas e com tempo é sempre o meu lema, e prefiro eu esperar que os outros, e mais uma vez foi o que aconteceu 15 minutos antes da hora marcada.

Cumprimentos, palavras de circunstância e até á hora de almoço, foi uma correria de trabalho, depois do almoço e aproveitando uns minutinhos, ainda consegui ir beber um cafezinho num café que tinha visto pelo caminho, e que me parecia simpático, posso constatar, que não me enganei.

Terminado o intervalo, retomar dos trabalhos até cerca das 17, e finalmente terminamos, depois de uma longa viagem, tantas horas sentada só pedia mesmo caminhada. Depois de deixar as coisas no hotel, uma rápida muda de roupa e calçado e eis-me de mapa na mão, depois de excelentes dicas do rececionista, calcorreando as antigas e estreitas ruas de Coimbra, rumo em direcção ao Largo da Portagem, um largo, onde já passei muitas vezes, mas desta vez e com tempo pude saborear um pastel de Tentúgal e um café, embora estivesse nublado estava quente, senão mesmo abafado, mas claro perto do rio corre sempre uma aragem que soube muito bem, depois e já lá passando de carro e autocarro, o gosto de passar a pé a Ponte de Stª Clara é sempre muito melhor, e foi uma experiência repartida com nuestros hermanos, porque e ai deu para sorrir e hablar un pouquito, fomos ver o Mosteiro de Stª Clara a Velha, um edifício Gótico medianamente conservado, que têm um vitral espetacular.

Depois de um breve passeio á beira rio, no Parque ou Praça da Canção, conhecida pela sua actividade cultural/estudantil, pode-se ainda assim desfrutar das vistas para a cidade e para os seus prédios, igrejas, monumentos, pontes e parques, e só este pequeno passeio em comunhão com a natureza serviu para esquecer as horas fechada entre quatro paredes .

De volta à cidade, e como as horas estão contadas, ainda consigo passear e apreciar a beleza das ruas, e casas, das suas vitrines,  sentir o cheiro a cidade pulsante e cheia de vida e ouvir a tuna Académica.

Com o jantar aproximando-se perdi-me nas suas tabernas petiscando e ouvindo o bom velho Fado de Coimbra.

Apesar de serem apenas horas, foi bom rever e voltar a percorrer as ruas de Coimbra, e a sugestão que faço a mim mesma, é na próxima deixar os compromissos em casa e ir só em Turismo, a cidade merece.

 

 

 

25
Mai17

Maio sem trovoadas ...

m.

Onde já se tinha visto, e hoje quase no fim do mês, ei-las, barulhentas e cinzentas, com faíscas e sons assustadores, mas que me remetem para a infância e para as "cantilenas" que se diziam, sobre a trovoada e para as afastar, não posso dizer que tenha medo, mas sim respeito, porque ás vezes é mesmo assustador, e as gotas que caem parecem cristais luminosos que refrescam os terrenos e nos lavam a alma.

 

Adoro Chuva!!!!!!

 

23
Mai17

Desabafos #1

m.

Neste fim de semana depois de uma longa jornada através do País, sou acordada com gritos de criança, não de aflição, mas de querer estar, a companhia matinal, dá nisto, um pequeno almoço recheado de cerejas, torradas, leite com chocolate, sujidade, e muito carinho e amor. Depois agarramos na bola e em corrida para o campo de jogos, há coisas que nunca mudam tenhamos a idade que tenhamos, ainda sei jogar à bola....Não, não sou maria rapaz, mas desde a infância que além das bonecas e seus trapinhos, convivo com carrinhos, bolas, skates, bikes ....e uma mistura destas só pode resultar,  sei  jogar tanto com o T, como com a F. O problema é quando um não quer brincar com as coisas do outro e tenho as atenções divididas, resulta sempre, um jogo educativo,  que dure o tempo que dure é sempre muito divertido, e depois acabamos os três a rebolar pelo chão....

 

 

 

18
Mai17

Pedras Salgadas - Vila Pouca de Aguiar

m.

Passeio de fim de semana

Amanheceu cinzento e nubloso, depois de uma rápida rotina semanal, rumo até á feira do mel e passeio pelo parque que me fez relembrar a minha mãe e o quanto nos divertimos naquela tarde calorosa. Bem como já conhecia  aparte de baixo desloco-me para o bosque e vejo-as, as casas eco, com forma de nave espacial, a sério a primeira coisa que me veio á cabeça foi isso, e que bem estacionadas estão. Depois de uma visita á feira, pequenina mas muito saborosa, não fosse de mel, e artesanato, mas tinha pouco deste confesso, passo pelo portão aberto, o convite para eu entrar num recanto ainda não explorado, e deliciar-me com a paisagem verdejante, oh que maravilha de natureza esplendorosamente cuidada e mantida pelo homem.
O mel das abelhas, ainda não provei, mas adoro mel de urze, com aquele travo de erva do bosque. Para mim o melhor, é beber água das pedras diretamente da fonte, é maravilhoso, dois copos seguidos, fresquinhos e que souberam a lanche. Uma tarde bem passada, que para a próxima dá para degustar um bom livro, naquele ambiente de pura tranquilidade.
 

 Fonte, das águas.

 

 Eco- casas, ou as naves...

 Natureza, Parque Pedras Salgadas

 Feira do Mel e do Artesanato; 15 Agosto 2015; Pedras Salgadas
 
18
Mai17

Guimarães

m.

Passeio pela Feira Afonsina - Guimarães (Junho 2015)

 
A cidade, já conhecia, ou melhor conheço em parte, porque quer queiramos, quer não, nunca se conhece na totalidade uma cidade, há sempre uma coisa nova que decerto não estava lá na vez anterior, ou se estava não lhe demos a devida importância.
 
Desta vez, em Guimarães foi a descoberta da Feira Afonsina, na companhia da I. e da S., adorei cada momento, até mesmo aqueles momentos de sol na moleirinha, em que tinha os neurónios a dormir a sesta.  A subida em teleférico (medo) ao Santuário da Senhora da Penha,  uma aventura oscilantes, por entre os penedos....
Da feira gostei do pouco que vi, e tendo em consideração o que me disseram, e vi na tv, se calhar vi mais e melhor do que muitos dos visitantes tardios;
O almoço, é sempre um acontecimento, a escolha do petisco, optamos por pão com chouriço, grande e bem recheado, uma limonada com copo, fresquinha e saudável, e depois uma sobremesa que não consigo colocar um nome, mas sabia a batata doce e tinha nozes, era fofa e soube bem.
Os trajes, a música, os usos e costumes, as armas, estavam espalhados por todo o recinto do Castelo. Foi pena não ter podido ver as demonstrações, mas á hora da sesta até os artistas têm de descansar.
 
Da Penha, foi toda uma descoberta para mim, os penedos (adoro), a vegetação que soube tão bem,  o sol abrasador, as grutas descobertas, os nichos, o Santuário simples mas a merecer uma visita mais demorada e mais sentida, as vistas sobre a cidade e até onde a vista alcança (da próxima levar binóculos). Os penedos, os pregados nas rochas os suspensos sobre as mesmas, a tasca.




 
18
Mai17

Mariza em concerto no Multiusos de Guimarães

m.

Um concerto imperdível, uma noite única e memorável, obrigado Mariza.

...Ir a um concerto bom, barato e de uma cantora Portuguesa, Mariza. (Março 2015)

Uma aventura, no berço da Nação, Guimarães.

Comecei por convidar pessoas, para irem comigo, mas também compreendo as conjeturas financeiras de umas, e as outras, por isso optei por comprar o meu bilhete, e em boa hora o fiz, bancadas, palco A, preço simpático, tudo de bom.
 
Depois de check in, e refrescar no hotel S. Mamede, vou lanchar com a I. , bem que mega, hiper, grandes torradas, como alguém consegue comer aquilo tudo, eu não, felizmente a minha colega safou-me.
 
Cheguei muito cedo ao pavilhão, obrigado I. pelas indicações e pelas boleias, gostei de poder apreciar a paisagem sem ter de ir com atenção ao caminho, ups, esse era o objectivo.

Deparei-me com um longo percurso após o estacionamento, e resolvo trazer o carro para mais perto do pavilhão, tendo como companhia os "mitras", "arrumadores", ou aqueles seres que acham que sabem estacionar o carro dos outros, deixei-me ficar no carro, pelo frio e para não andar pelos descampados, chega-se perto das 20:30 abrem-se as portas, filas pequenas e pessoas muito controladas, acho que só as fãs "carreiras" é que desesperam horas antes, casita (sempre antes, nunca durante, nem após), e toca a escolher o melhor lugar possível, primeiro sento-me na fila L, á bordinha para não incomodar, as outras cadeiras, depois a moça do pavilhão estava mesmo ao meu lado, e eu a imaginar que durante todo o concerto tinha que lhe pedir desculpe, posso ver o espetáculo??, resolvo mudar para a fila F (se não me falha  a memória), e em boa hora, lugar excelente, testes de luz, e imagem feitos, é só aguardar.
 
22 horas...nada...22:10, entram os músicos três, viola baixo, bateria/percussão e guitarra portuguesa,  acordes, solo instrumental, e entra a alta Mariza, canta 3 ou 4 músicas e bem começo   sair ao intervalo, mas eis que tudo muda, e a Mariza cantora, transforma-se na Mariza entertainer, uau que diferença, assim fico até ao fim, e até depois se quiser continuar o concerto. Interacção com o público, piadas, homens vs mulheres, afinal " é Colha a rosa branca, só depois Ponha", lição aprendida. Ainda me emocionei, como não com esta excelente e extraordinária voz, a cantar á capella, silêncio total, voz só a voz encheu o pavilhão, momento arrepiante. Fala do filho, das saudades, dos ausentes, e daqueles que habitam no nosso coração.
 
Depois perto do fim, sai do palco, e vem percorrer as bancadas a cumprimentar as pessoas, fotos apertos de mão, e beijinhos. Os versos finais são sempre os que mais nos emocionam. e saí com a música ainda a ecoar nos ouvidos e na memória.
 
Obrigado Mariza, pela voz, pela presença, pela simpatia, e por fazeres da minha noite um acontecimento.
 
Uma correria para chegar ao carro, e sair do estacionamento, mas graças aos meus super poderes consegui chegar ao hotel, a horas decentes 12:30, ou por ai...noite descansadinha, e eis-me a ouvir os sinos a chamar para a missa, volto para o canto do sono, e acordo depressa e bem acordada com a fanfarra dos bombeiros, parabéns mas podiam ter começado ás 9, ao domingo sempre tentamos descansar mais um pouco....
 
 
18
Mai17

Lamego

m.

A opção passeio citadino, em vez de praia e torrar ao sol

Pois foi um fim de semana não muito quente, mas que dava perfeitamente para fazer praia... mas optei por outro tipo de passeio fui conhecer a cidade de Lamego, bem já lá tinha passado muitas vezes mas ainda não me tinha decidido subir ao Santuário de Nossa Senhora dos Remédios.... e fi-lo mesmo na hora do calor.... a sorte foram as fontes pelo caminho e as água fresca que tinha comprado antes.....mas quando se chega ao cimo cansada e transpirando a sensação é que o dever foi cumprido, a sensação de calma, e a vista deslumbrante.
 


Depois desta subida e descida, decidi visitar o Museu De Lamego, com a muita arte sacra, e muita história a revelar, um ambiente muito fresco, para colmatar uma tarde de passeio impulsiva mas muito proveitosa.
Sei muito mais, mas, Lamego não é assim tão longe.
 
18
Mai17

Alívio por fim

m.

Aguardamos com bastante expectativa, depois de meses de espera, a consulta, depois a marcação do exame, e o dia foi totalmente atípico, e o resultado saiu em menos de 48 horas, a pedido de colegas e amigos, e numa quinta de manhã cedinho, ainda os motores laborais estavam em aquecimento, salto para o telefone, e não é nada de preocupante, podes ficar descansada...ufa que alívio e alegria imensa, só desejo o mesmo para mim para aquelas pessoas que também lá estavam naquele dia.

14
Mai17

A Vitória do Salvador Sobral.

m.

 

Confesso já não vejo o Festival e o Eurofestival há muitos anos, mas este ano estava entretida a ver um qualquer filme no dvd, e de repente fez-se luz, pensei, tenho de ver quem ganhou, azar, já tinha terminado e não sabia nada do vencedor, nem da música nada de nada. Depois no dia seguinte  mal tive um tempinho fui ao pc pesquisar só mesmo por gostar de estar actualizada, primeiro as notícias mundiais e nacionais e depois deparo-me com um posto do NM em que ele está a defender-se por ter votado numa canção de irmãos, e eu a leste do mundo festivaleiro, vou imediatamente para as redes sociais ver o que estava a acontecer, e bom com tantas críticas decidi em boa hora logo naquela segunda, ouvir a música e contra todas as correntes no local de trabalho, gostei muito da música, da melodia, da simplicidade do cantor. A partir dai comecei a pesquisar e a ver a evolução da cultura musical no país e no mundo, porque sei que a música ao contrário de muitas outras coisas não tem fronteiras.

Vi a primeira semi-final, e a final, apenas e só para voltar a ouvir a interpretação do Salvador Sobral, e das duas vezes voltei a  ficar maravilhada. Muito feliz por ter passado e no fundo com esperança, de uma boa qualificação.

Se pensei que ganhava, não, nunca pensei, porque sei que outros valores sempre se levantam na hora das votações, por isso quando comecei a ver "twelve points" muitas vezes, fiquei nervosa e feliz, porque é o reconhecimento de que há esperança para a Humanidade.

Uma vitória merecida, pela emoção, pela simplicidade, pela música, pela letra, por nos tocar lá bem no fundo onde é sempre especial, o coração.

 

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