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a herança do vazio

Blogue de pensamentos, acontecimentos, experiências, viagens e coisas minhas.

a herança do vazio

Blogue de pensamentos, acontecimentos, experiências, viagens e coisas minhas.

20
Abr21

Voltar a ter Esperança

m.

Este fim de semana foi o regresso à normalidade possível, fiz uma grande viagem, e já tinha saudades de fazer quilómetros e ficar cansada só de ir sentada, desfrutar da paisagem e sentir um pouco de normalidade nesta nova realidade que temos de viver.  

Rever amigos e familiares há tanto tempo que não nos víamos e só pudemos estar de máscara, sim houve beijinhos e cotovelinhos de máscara e até disso nos rimos com vontade, esta nossa nova realidade, até quando não sabemos, mas até lá, voltamos sempre que possível em segurança e com confiança que melhores dias virão, só que não sabemos quando. E essa incerteza é terrível. Mas eu como sou optimista por natureza, vou já programar a minha próxima viagem em segurança, e com confiança.

A esperança é a última a morrer, e nós vamos conseguir vence-lo. 

16
Fev21

O mês de Janeiro

m.

Adoro, este mês, é o meu mês, o mês do inicio, e do não vou falar do bicho esse, que tanto nos têm tirado, este post é sobre ficar com mais idade...já não festejo os meus anos há anos, e este ano, além de não ser excepção é diferente, não podemos soprar as velas, não podemos estar com quem gostamos, mas estamos, mais sábias, mais velhos, e se algo nos ensinou e ensina, nesta "nova maneira de viver" é a aprendermos a estar bem e em paz com nós mesmos..

16
Fev21

Carnaval 2021

m.

Neste inicio de ano,  chegamos ao Carnaval, este ano diferente, em confinamento e sem as celebrações dos anos anteriores, que em 2020 já foram alteradas.

O que se passa é que andamos agora todo o ano mascarados mas não a celebrar ou a festejar. 

Ah espera! Estou a trabalhar como sempre, e como sempre não ligo para nada ao Carnaval, porque quando era pequena tinha medo dos mascarados, depois cresci e percebi que eram pessoas normais com máscaras, depois foi a fase um dia fixe para estar sem fazer nada, e depois começou o sério, trabalho mesmo em dia de tolerância de Carnaval. Por isso foliões, que tenham um carnaval em segurança. 

 

26
Jan21

Anseios e medos

m.

Continuamos e estamos confinados, a casa, ao trabalho e ás compras, pouco mais podemos fazer, mas ainda assim, se ouvem ás vezes nas notícias, que a polícia, fechou aquele estabelecimento, invadiu aquela festa.

Pessoas temos de nos afastar, para podermos voltar a estar. Quanto mais depressa nos afastarmos, mais depressa nos juntamos.

Eu juntei-me no Natal, confesso, mas estivemos afastados e antes de jantarmos todos, estivemos uns dias, uns com os outros de máscara, arriscámos, mas em segurança, e a família grande, ficou reduzida a quatro adultos, e uma criança, e uma mesa grande com muitos espaços para preencher. Fizemos videochamadas, queimamos o saldo dos dados móveis e da net, mas foi diferente, mas ao mesmo tempo especial. 

Até as prendas este ano foram especiais e com mais sentido, pijamas para todos. 

 

04
Jan21

Nestes dias...de inicio, não nos podemos esquecer do fim.

m.

de festa, de passagem de ano...o que fica, o que desejamos é sempre relativo, e mais agora nestes tempos que continuam a ser de pandemia,  confinamento e cuidados, ponderemos e pensemos que o pior acontece e assim começamos o ano, com os números em subida, com as notícias felizes do ano novo, e as notícias tristes do ano novo. Há algo para celebrar, sim, a vida, o estarmos bem, o termos a esperança. Mas por outro lado o que perdemos e quem perdemos ao longo da vida, e especialmente neste ano que passou, fez-me ficar sem vontade de celebrar fosse o que fosse, encarei os dias, como um fim de semana prolongado e aproveitei ao máximo o tempo, com tarefas que não me fizessem pensar, que me relaxassem, distraíssem, que me deixaram com um novo espírito, talvez, mas hoje encarei este novo dia, como muito bom, apesar de tudo.

Enquanto há vida (vacinação) há ESPERANÇA!

 

29
Dez20

O ano...de 2020...e o 2021

m.

Este ano que agora termina , está a ser para esquecermos, ou melhor, não,  é deste ano e de tudo o que nos aconteceu, que devemos tirar lições, ensinamentos que nos permitam fazer e ser melhores, para bem de todos nós, a espécie humana.

Foi um ano horrível, sim, de sofrimento, apreensão, tristeza, dor, e muitos sentimentos negativos. Mas também de esperança, perante muitas superações e exemplos extremos de humanidade.

Que o próximo ano, não possamos repetir os erros, deste ano, e agora que temos a Vacina, continuamos a ter cuidado por nós e por todos.

Este ano é ou deveria ter sido um ano em que nos importamos mais com os outros, os nossos, os outros, e fazermos bem, sem olhar a quem, credos, raças, e estatutos.

O que nos ensinou foi que todos somos iguais, e isso já sabíamos, mas às vezes esquecemos. E lá tem de vir um ser superior a nós para nos relembrar. 

Um Ano de 2021, Melhor, Com Esperança, Saúde e Votos de uma Humanidade Melhor.

20
Dez20

Festas de família 2020 - RESPEITO

m.

Este ano tristemente as festas de família tradicionais  estão, não abolidas, mas suspensas, em stand-by. Nestes tempos difíceis para todos, o importante mais do que estarmos juntos é estarmos seguros e sem o perigo de contagiar o outro, e se queremos e amamos a nossa família, reunimos com segurança e menos tempo, ou se pudermos evitar os que nos são próximos, mas não pertencem ao nosso agregado familiar.

Quebrarmos as tradições, sim, mas de modo a ser menos doloroso para todos, estarmos online, é também estarmos presentes, e com todos no pensamento e no coração.

Pouco temos de celebrar este ano quanto a mim. Porque ...

Em homenagem a todos aqueles que neste ano fizeram muito por todos, lá na linha da frente, na retaguarda, a segurar que o país funcionasse em segurança e com segurança para todos.

Por todos os que nunca mais podem celebrar. 

Aos os doentes....

Devemos a todos o NOSSO RESPEITO e CONSIDERAÇÃO 

E pensar no Natal em Família também é isso. Olhar para o Próximo. 

28
Out20

Violência psicológica, verbal, também é violência

m.

Um dia destes liguei a tv, como não reparo em que canal estava, quando dei por mim, estava  a ouvir uma "verborreia" de agressões, até temi que os vizinhos estivessem com problemas, mas não, afinal era da novela da "vida real" de um canal português.

Se isto pretende retratar alguma coisa, estamos mal. Ainda por cima os argumentos do agressor não eram nada convincentes e coerentes, e a vítima, olhava, com ar muito sereno (parabéns moça), porque no meio de tanta verborreia, todos se perderam um bocado. 

01
Out20

Por favor. Lavem!

m.

Bom, esta semana, aconteceu-me uma situação, estranha, no mínimo, a mim não às pobres laranjas da loja a que fui. Foram todas apalpadas, acho que não sobrou uma....

Queria eu comprar umas quantas laranjas, e aquelas até de forma, cor e aspecto eram e estavam bem uniformes, só que tinham uma cliente à frente, que as apalpou todas, eu estive um pouco de tempo a apreciar, confesso, mas depois de ela ter apalpado um caixote, e ter passado para o seguinte, não me contive, e perguntei

-Vai demorar muito tempo a apalpar as laranjas?

-O quê? diz a cliente

- É que já apalpou as laranjas todas desse caixote, e está a passar ao próximo, há mais clientes para as laranjas. E não estamos em tempos de apalpar.

Olhou como se eu lhe tivesse a falar extraterrestre...achei suspeito, porque eu servi-me das não apalpadas (espero eu) e a senhora continuou....passaram-me muitas ideias para a situação, estranha no mínimo.

 

Por isso...mesmo que a casca seja grossa, e em caso de dúvida lavem e desinfectem, as laranjas.

 

22
Set20

Outono...a minha favorita.

m.

Adoro o Outono, não sei se me estou a repetir, mas é só para me afastar das notícias menos boas, e celebrar a minha estação do ano favorita,  as cores do Outono, são as mais bonitas, atenção que também gosto da Primavera, mas como sofro com as alergias, fica em primeiro nos gostos e preferências, o Outono...mantas, chá, aconchego do lar,  lareira, o cheiro a fumo, as galochas aqueles casacos especiais, e as poças de água, as cores tão diversas (parecem-me pinturas) e que me deixam deslumbrada e maravilhada a olhar extasiada para as árvores. Quisera eu ser artista, para poder transmitir a beleza que as fotos não conseguem. 

08
Set20

A volta do Coronavírus

m.

Vamos preparando-nos porque ele vai voltar, o Coronavírus, esse ser minúsculo, que nos tira tanto e conseguiu um feito extraordinariamente triste, entra sorrateiro e manhoso e ataca sem dó nem piedade, nações inteiras, continentes e o Mundo.

Por onde passa deixa um rasto de tristeza, luto e tragédia.  E quando pensamos que está a abrandar, ei-lo de volta e  em força, na realidade nunca saiu de cá, ficou mais camuflado,  como um traidor, adaptou-se e soube comportar-se também no pico do Verão, não nos deixando descansar nem esquece-lo. 

Agora com a vinda a poucos dias do Outono, precisamos de redobrar cuidados, nunca descurar a nossa e a segurança dos outros, as máscaras não são para não nos infectarmos, são para não infectar o outro. A lavagem das mãos é uma medida de higiene muito importante, porque as nossas mãos estão em todo e por todo o lado e nunca são demais. Quando não é possível, o desinfectante é o melhor.

Às vezes penso, mas e qual é o problema se apanhar o vírus? O problema é que não sabes como o teu organismo se vai comportar perante este desconhecido, e as consequências que podem vir daí.  Porque isto não é uma simples gripe ou constipação. É grave, muito grave. 

No entanto, penso que é uma questão de tempo até nós sermos todos infectados por ele. E é assustador o que desconhecemos. 

Eu acredito que Vamos Todos Ficar Bem, mas antes disso, Vamos Passar um Bocado Mal. 

08
Set20

Setembro...2020

m.

Este é o mês da viragem, quase que acabou o Verão, e estamos prestes a entrar no Outono, o mês de recomeços, mas é também o mês da festa da nossa aldeia, e a tristeza que sinto por este ano, não haver nada, só um sentimento de domingo vazio, sem a família, sem a comida a montes, que dura para lá de uma semana (os restos da festa), os familiares e amigos que nos visitam sempre e só nesta altura do ano,  os amigos, conhecidos, que sempre  aproveitamos estes dias para colocar a conversa em dia, ir ao bailarico, dançar ao som de músicas que só ouves nesta altura do ano, e adoras,  apreciar os bons petiscos,  relembrar as emoções quando vem a Banda, a alvorada de noite com os sinos a repenicar e a chuva de foguetes que nos levam a todos às ruas a celebrar, aquele arrepio de emoção e orgulho de ver e acompanhar a procissão, palmilhar as ruas da aldeia ao compasso e depois entregar a bandeira aos festeiros do ano seguinte, oh tempos tristes e estranhos que nos privam das coisas boas da vida. 

 

17
Ago20

Caminhando

m.

As saudades que já tinha de caminhar, pela natureza, mesmo dando uma "pirueta", assim lhe chamaram, (para mim foi uma queda gigante, felizmente sem graves consequências, menos mal),  qual acrobata de circo, mas há que continuar, que desistir é para os fracos, fiz mais devagar, mas encontrei o ritmo pós queda, hoje sinto-me  mole, dorida mas o que me apetece,  é voltar a esta caminhada, cansativa, mas que me me trouxe, tanta paz e calma, estava mesmo a precisar. 

Caminhar dá mesmo saúde. 

02
Ago20

Agosto agri-doce

m.

Para mim o dia 1 de Agosto,  é um dia, com um misto de emoções contraditórias. Há  anos atrás perdi o meu avô materno neste dia. Mas também foi o dia que recebemos a notícia que a família tinha aumentado. 

Por isso sempre que lhe dou os parabéns, e às vezes a comer aquela fatia de bolo,  dou por mim a pensar com muito carinho e saudade  no meu avô, que foi só o melhor avô que eu tive. Lembro-me das idas à casa dele, noutra aldeia, íamos de autocarro e ele dava-nos sempre um lanche daqueles que terminavam com um gelado à espera do autocarro ou camineta da carreira, como se dizia naquele tempo, embora eu adorasse o gelado epá, tinha de comer sempre o perna de pau, ou o super maxi, que lá em casa não se mastigavam pastilhas (passo a publicidade a esta marca de gelados). 

As visitas dele, sem a respectiva esposa (naquela altura eu não percebia porque é que a senhora não ia lá a casa, hoje já percebo), eram sempre aguardadas com uma alta expectativa (aqueles rebuçados ou chupas ou as bengalas), era sempre uma animação quando ele aparecia, no quintal, a chamar pela minha mãe e depois a fazer-me aqueles carinhos que só os avós sabem....e ele era tão querido naquele chapéuzinho e com a sua bengala e o seu bigode, era a única pessoa da família que o usava, agora um ou outro tio, também, mas na minha infância o dele era único.

Quando adoeceu, foi uma verdadeira tragédia, que demorou, na altura só me deixaram vê-lo enquanto esteve consciente, depois a demência tomou conta dele, e eu fugia com o meu irmão para o vermos ao longe e sem a minha mãe ver, e curiosamente ele sempre nos reconheceu e sempre tinha uma palavra para connosco. 

Quando morreu, a 1 de Agosto, e recebemos o telefonema, ele estava no hospital e apesar de ter e ser uma criança, lembro-me dos choros dos filhos e irmãos , e de nós os netos andarmos a passear pelo cemitério e a ver as campas, e as flores, fazia um calor horrível, e do funeral só me lembro disso, do bem que nós as crianças passamos quando os adultos estavam a fazer a sua despedida. 

31
Jul20

Festejar as despedidas

m.

O fim de um ciclo, uma etapa, devemos festejar, pelo motivo de estarmos vivos, de saúde, sermos amigos e camaradas de trabalho, com um sentimento de entreajuda. Quando alguém sai, é sempre altura de desejar  boa sorte, que continua a fazer e desempenhar as suas funções, bem e com o mesmo empenho que teve e partilhou connosco. Por isso celebrar não com champanhe, mas com bolos e chá que nas festas e despedidas não se contam calorias (eu, pelo menos). 

A "festa" foi feita com todas as regras a serem cumpridas e o convívio resumiu-se a palavras com sentimento e sentidas. 

E não é um adeus, é só um até já....

31
Jul20

Agosto à vista....

m.

O mês das férias por excelência, e o quase final do ano, porque depois deste mês passado, é Outono, e depois Inverno e finalmente termina 2020....

Agosto para mim é sempre um mês de mudança, um depois e um antes.

Este ano é uma incógnita e um desconfiar de tudo e de todos, nada é ou será igual.

O que nos reserva o futuro, não sabemos, o presente estamos a vivê-lo com cuidados redobrados.

Este ano até nisto é "especial", as nossas férias serão diferentes e estranhas, mas não podem deixar de ser dentro de tudo as nossas férias em tempos de COVID-19, e só por isso infelizmente, serão sempre diferentes. 

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