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a herança do vazio

Blogue de pensamentos, acontecimentos, experiências, viagens e finalmente as minhas leituras e os meus livros.

a herança do vazio

Blogue de pensamentos, acontecimentos, experiências, viagens e finalmente as minhas leituras e os meus livros.

08
Ago19

Peniche

m.

Bem depois de um sábado desconcertamtemente cansativo, com mil afazeres, chega o domingo nublado e quente, mas com previsão de sol, lá mais para a tarde.

Arrancamos em direcção ao Cabo Carvoeiro, Peniche, e as Berlengas ali tão perto e ao mesmo tempo tão distantes, distantes para mim, que não arrisco um passeio de barco, nem que seja o rápido cacilheiro do Tejo. Enjoo e nem as mezinhas nem os medicamentos me salvam.

Respirar ar puro e ar puro marítimo deve ser das coisas mais belas e relaxantes estar ali, em paz, com a calma das ondas a bater nas rochas, aquele som capaz de acalmar mesmo as almas mais atormentadas, ver os domingueiros em trajes de banho ou passeio, ouvir as gaivotas, ver os animais marítimos, tudo isto em menos de nada, só desfrutando e apreciando a paisagem.

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08
Ago19

EcoMuseu Salinas de Rio Maior

m.

Parece mentira, mas não, eu morei a cerca de 20-25 minutos desta cidade, Rio Maior,  e ia frequentemente à "santa" feirinha, sempre ouvi falar das Salinas, desde pequena, e passar ali, nem me canso a fazer as contas, e vergonha da minha ignorância, nunca tinha lá estado. O ano passado, naqueles dias de calor terrorífico (sou eu que gosto mais das temperaturas amenas e o calor atrofia-me o sistema), fomos lá, não havia trânsito (claro praias), e fomos recebidos por um espectáculo majestoso, ao longe, no fundo do vale aqueles rectângulos de branco e transparência. Fiquei fascinada e prometi a mim mesma levar lá todas as minhas visitas.

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Este ano e como é um dever também nosso, mostrar maravilhas da nossa cultura a quem não conhece, voltamos lá, e  a sensação é a mesma, começas a vislumbrar as salinas lá no alto, e o sol a brilhar nas águas, e vês deslumbrada aquela brancura salgada,  sentes a salinidade no ar, porque a brisa calma (palavras do senhor que andava a juntar o sal já feito) ajuda muito o processo de salinização. As pessoas gostaram, e eu também porque é bom descobrir, preservar e divulgar o nosso.

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08
Ago19

Zambujo-Araújo

m.

 

Das coisas que adoro, música. E de música destaco estes dois fantásticos, o António Zambujo e o Miguel Araújo, que eu tive a felicidade de ver e ouvir ao vivo, obrigado F., não me canso de ouvir ,  são uma companhia constante nas viagens, no dia a dia, sempre como música ade fundo, um vício saudável em que termina o CD 1 e coloca-se logo o CD 2.

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26
Jul19

Desânimo geral, quer-me parecer

m.

Não sei se sou eu, ou, é geral, mas parece-me que as pessoas, estão tristes e desanimadas, mesmo aquelas que acabaram de vir lá dos locais onde ficam cor de madeira escura, as ditas férias, onde é suposto recuperar energias, bom humor, felicidade, só que não, anda tudo com umas caretas de tristeza, que metem dó....coitadas.

Já não falando na situação do país, que isso sim é de ir ás lágrimas, e pedir socorro, tirem-me deste filme de terror.

E as bocas, de quem nos gere o destino, é de ficar com os pelos em pé, que horror "minha gente", tento na língua, já dizia a  minha avó.

Ou do desporto, andaram a pancada, num determinado balneário, ou foi só cartoon???

Piores estão os nossos vizinhos aqui do lado, que nunca mais têm governo, mas são felizes. E governam-se a eles próprios. Ao contrário de cá que só se governam meia dúzia....enfim, não desanimenos, que amanhã é sábado e depois domingo, e são dois dias sem ver notíciários, que só me deprimem.

26
Jul19

Dia dos avós, dos meus só restam as memórias e a saudade

m.

Oh foi tão bom, conhecer avós, só que também foi triste, porque eram cinco e só conheci infelizmente três (um era meu tio-avô, mas nunca fizemos essa distinção, era avô e mais nada). Mas esses três eram bem castiços, principalmente o meu avô C., era um velhote adorável de chapéu, e bengalinha, e nunca deixava esta netinha sem carinho, e rebuçados, sim a despesa com o dentista começou logo ali, na infância, eram tardes bem passadas ele a conversar com  a minha mãe e eu a brincar na terra batida, com as bonecas, os trapitos, e mais coisas que agora não me lembro, porque a idade chega a todos, só me deixaram brincar, não cuidar do meu irmão quando o meu avô adoeceu, e precisou de cuidados especiais, e ai as brincadeiras foram mudar fraldas, dar carinhos ao mamo mais novo, o avô estava cada dia pior, e depois morreu. Mas ele morreu e lembro-me de ir ao enterro com os meus primos, e de andarmos a passear no cemitério, enquanto os nossos pais, choravam a morte do avô, éramos tão inconscientes, e o melhor foi que os pais nem ralharam. Quando chegamos a casa, as notícias eram boas, havia um novo elemento na família. Não esquecemos o avô, mas cada vez que damos os parabéns à A., pensamos hoje faz anos que morreu o avô.

Já da minha avó V. , a conversa é bem diferente, éramos maiores, mais férias em conjunto, mais memórias daquelas praias onde tínhamos  liberdade, mas também mais responsabilidade, porque ela era justa e castigava e premiava com regra e sabedoria. Também nos enchia de risos quando se comportava quasecomo nós, alinhava e gostava das brincadeiras, mas depois crescemos e ela ficou sem paciência para adolescentes com feitios mais do que mpossíveis, eram maus e mesmo uns putos traquinas. Quando morreu, foi triste, nem estava á espera, mas é como dizem, a vida, estava velhinha e cansada. E no velório, fomos buscar todas as recordações de infância e fizemos a justa homenagem.

Do meu avô I., tenho recordações alegres, era um senhor simpático, afável e nunca se zangava, era uma paz de senhor, pequenino, de boné, era e estava sempre alegre para nós. E foi a primeira pessoa morta que vi, telefnaram para a escola (naquela altura viviamos a quilómetros luz dos telemóveis), e lá viemos nós no autocarro muito mais cedo, aulas a que faltamos, justificadas e quando cheguei a casa da minha avó, entrei no quarto e estava a minha mãe a vestir o casaco ao meu avô, não me assustei, mas ainda tenho aquela imagem felizmente que a minha avó depois mudou a distribuição do quarto. 

Dos outros avós só sei o que me contaram, sensações, e  sonhos com as pessoas das  fotos, porque deles não tenho memórias. E sinto essa falta, mas morreram antes de eu ser sequer projecto de gente, etambém deixaram os filhos tristes e sós. 

 

 

 

12
Jul19

Vamos aos IL DIVO

m.

Sim, outra vez, e sim ainda não estou curada, e sim talvez goste muito e me emocione e me deixe envolver pelas músicas (dispenso as piadas, gastas e os bailarinos).

Grata pela amizade que me dispensais e que me tira desta monotonia que ás vezes é a vida.

12
Jul19

São Torcato e arredores

m.

Um dia de calor qb, um encontro planeado e há muito desejado. E uma descoberta de um lugar com encanto, religiosidade e esquecido e por muitos desconhecido, o Mosteiro de São Torcato, na vila com o mesmo nome e próximo da nossa cidade maior, Guimarães (desculpem as outras. mas eu e esta cidade temos um não sei quê de cumplicidade). Quando me propuseram o passeio e a vista, fui buscar porque na minha ignorância, desconhecia a lenda e a vivência deste Santo, e senti-me tão bem, uma calma, uma sensação de paz, e desconexão com o quotidiano, que foram umas horas que me pareceram semanas.

Antes passamos pelo Campo da Ataca, em que se celebra a homenagem à Batalha de São Mamede, tem lógica  e sentido, a  não ser mesmo na cidade e sim nos arredores. O que me desiludiu, foi o aspecto de quase abandono e a falta de algo mais "chamativo", porque só mesmo quem conhecia me poderia ter levado lá, obrigado I., és a minha guia favorita.

Entre pontes medievais e moinhos de água, passeios,  caminhadas matinais, assim se passou o dia....e aquela pizza ao jantar (restos de almoço) soube a saudade e a um até breve.

12
Jul19

Novelas, eis a questão?

m.

Bem, há muitos anos (sim estou a ir para velhota, mas não estamos todos?), eu via novelas, brasileiras,  à  falta de melhor, era fã assídua, gostava e perdia tempo a ver.

Depois cresci, e começaram as portuguesas, via em família, em união, comentavam-se, mandavam-nos calar, e nós adolescentes suspirávamos pelos "Diogos Infantes" desta vida.

Voltei a crescer,  em maturidade e gostos e os critérios sobre as novelas, começaram a ser diferentes, as próprias começaram a enrolar, e enrolar, e as tantas vias um episódio à segunda, e podias estar duas semanas que quando voltasses a ver à sexta, pouco ou nada se perdia, e deixei completamente, bem completamente, não, às sextas uma vez por mês, reunião de família (e a pequenada adora, então se tiver pistolas, é uma maravilha) e lá tenho que levar com a novela do momento.

Quando mudei para esta cidade, a fronteira plantada, vi que conseguia ver os canais do País vizinho, e cerca do ano passado por aí, vi num canal, uma série (é mais fino, que novela, ou telenovela), que me despertou o interesse, comecei a ver, esta sim não podia deixar de ver todos, os dias, porque de dia para dia perde-se um bocado o fio a meada. Achei que era Israelita, não sei porquê, (se calhar pelo Eurofestival), depois fiz uma pesquisa e vi que era turca, é pá...turca, isto é tão estranho, porque nunca imaginei os turcos (só os do bazar não sei quantos que aparece no filme do James), e surpresa, de onde aquela novela e actores vieram há mais, muito mais, e não têm nada a ver com as nossas, é muito melhor, não enrola, despacham problemas e soluções, não há p*do, como dizia a minha avó, beijos castos, e olhares que dizem mais do que mil palavras e gestos. E me deixam completamente arrebatada, em frente ao televisor, não vá eu perder, palavra do que aquela gente diz, que já me bastam as legendas em castelhano que me vejo "turca" para as acompanhar....Tão boa esta descoberta.

05
Jul19

Um mês

m.

Depois de três festas de aniversário, só queremos mesmo descansar e fazer dieta....

E o blogue fica para trás, que outras prioridades se impõem.

 

 

 

04
Jun19

Junho o mês dele

m.

Sempre gostei deste mês, mas desde há sete anos para cá, então, passou a ser um dos meus meses favoritos, porque é Primavera, há todo o esplendor do jardim, das culturas, há dias grandes e luminosos, e há os aniversariantes, um deles muito especial muito querido, que escolheu este mês para nos agraciar com o seu sorriso, a sua simpatia, a sua traquinice, a sua humildade e grande coração. 

Parabéns meu T. 

29
Mai19

Ainda não estou em mim

m.

Com os resultados das votações Europeias, com a abstenção e com as pseudo- comemorações. Então festejamos termos mais um deputado mas não perguntamos o porque de 7 em 10 pessoas (na realidade são 6,8 em 10, mas não sei como dividir uma pessoa em partes) não terem ido votar? Isto a mim, vulgar e normal cidadã preocupa-me, o desinteresse de mais do que  uma geração, que são  só as gerações mais interessadas, estarem literalmente a c*****-se para a Europa. Quer dizer nós fazemos parte dela (e a meu ver ainda bem, se não não sei como viveríamos), e demonstrando este desinteresse, ela a Europa,também se pode c***** para nós.

 

Já pensaram nisso???

26
Mai19

Votos e mais votos

m.

Eu já votei!

Mas para aqueles que não vão votar, eu compreendo. 

Políticos que não nos revemos neles, campanha eleitoral deplorável, passaram o tempo a falar mal uns dos outros, e o que pretendem fazer por nós portugueses? 

Só não consegui votar uma vez, e não gostei, fiquei incomodada, não fiz de propósito, mas por razões pessoais, nas outras vezes faço das tripas coração para votar, ás vezes quilómetros muito rápidos só para conseguir chegar a tempo, houve uma vez que pouco faltava para o fecho das urnas, mas consegui.

Acho que a abstenção é mais do que o voto uma AFIRMAÇÃO de que algo está mal, e deveria ser vista, analisada, sem a leviandade do costume. 

 

14
Mai19

A ver Eurofestival, a primeira semi final

m.

Até agora, acho que é o festival dos excentricismos, em detrimento da boa música;

O Conan até nem vai fazer muito feio, e o fato verde é bem giro, gosto do tom do tecido e da cor.Aqueles ténis não combinam.

A voz do senhor, eu gosto, uma mistura de Zeca Afonso, com fadista com não sei precisar, mas gosto. 

O bailarino foi um pouco mais comedido, e não caiu tanto.

Apesar de tudo, gostava que passasses à final, só porque sim e era um orgulho vermos o nosso País novamente. Só que claro que isso não aconteceu, mais uma vez deixámos e ficamos para trás,

Só mais estranho é ver a Austrália um pais Europeu (não sei como), passar com uma música e coreografia ao estilo Madonna. Uns góticos/roqueiros, nem sei o que chamar aquilo, com uma sonoridade terrível e uma letra que parecia o fim do mundo, enfim. Mau foi mesmo perder tempo dedicado para a leitura, para ouvir má música. 

 

 

 

 

12
Mai19

Ontem o blogue fez dois anos

m.

E eu não festejei, porque 11 de Maio é também para mim uma data triste e saudosa. 

Fez 6 anos que perdi a minha melhor amiga, a minha mãe, e isso traz recordações e sentimentos que não nos permitem festejar mais nada. 

Mas recordar é viver e fico com as boas recordações e os bons momentos por nós vividos éramos as duas umas boas malucas, e juntas tivemos aventuras bem fixes e na alegria e na tristeza partilhámos muitas conversas, muitos choros, mas também risos despropositados, recusámos telefonemas, porque quem telefonava não nos interessava no momento, dançamos, cantamos ao som da velha telefonia e depois foste embora com um suspiro sentido por mim a quilómetros de distância, e ainda hoje quando por lá passo recordo aquele momento em que eu soube com muita certeza que já não estavas, que  já não podias partilhar mais nada. Mas a vida é assim mesmo e há que enfrentar o ontem para sermos mais fortes no amanhã. 

 

 

 

 

04
Mai19

Receita de pão de ló de laranja

m.

Pão de ló de laranja

Peso de açúcar de 8 ovos.

Metade do peso de farinha.

Raspa de uma laranja ou duas, se forem pequenas.

Uma colher de chá de manteiga.

Bater bem os ovos e o açúcar, até aspecto ficar cremoso e esbranquiçado, adicionar a farinha, a raspa e a manteiga. (Também podemos bater as gemas com o açúcar e bater as claras em castelo, eu misturo tudo e bato muito bem).

Levar ao forno em forma untada. Dependendo do forno, 40 minutos a 180 º/ 190 º.

Opcional

Ainda quente picar todo o bolo com sumo de laranja.... 

Bom proveito

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30
Abr19

Estas semanas...

m.

Sem dúvida que a vida pode mudar em centésimas de segundo, e um bater de asas de uma borboleta causar um terramoto.

Há que seguir em frente e quando olhamos para o lado há sempre pessoas que estão piores (das melhores nem me lembro), e isso também ajuda, a infelicidade alheia, o pensar que não tenho o direito de baixar os braços, porque aquela pessoa ali ao lado está muito pior do que eu, e está a reagir, a lutar, a viver muitas vezes sobrevivendo.

O que me anima, na verdade é a familia, aqueles momentos mágicos e de convivio, os amigos, a literatura e a música, quando estou desanimada, só consigo ouvir música cantada por "dead people", e depois alento e contente que a vida é para ser vivida e momentos maus ou menos bons também fazem parte desta.