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a herança do vazio

a herança do vazio

11
Mai17

Santiago de Compostela

m.

Santiago de Compostela

Comecei o dia cedíssimo, levantei-me assim que o despertador toucou, na rua chovia, e dentro de casa ainda nem eram 5:20, e de modo lento, caracol mesmo lá me fui arrastando para o despertar..
 
Saio de casa mais desperta, mas ainda com bastante chuva, um céu a amanhecer que promete, ás 6:30, porque convenhamos, chegar atrasada, não me assiste. Mando mensagem aos outros passageiros, e lá vamos nós a caminho de Outeiro Seco, para apanharmos o autocarro, que nos levaria em excursão até terras de Espanha. Quando chegamos ainda antes da hora marcada, já se encontravam na paragem algumas ilustres excursantes.

A entrada no autocarro foi todo um acontecimento digno de registo, o meu lugar o 20, estava ocupado, mas como conhecia o senhor, ele estava com a família, nem lhe disse nada, por isso dirigi-me ao senhor que andava com uns papéis (os passageiros/número de lugar) e disse que o meu lugar estava ocupado, e onde me sentava, depois de muito pensar, lá me disse sente-se no meu lugar, o no lugar onde deveria estar o senhor, mas sempre sem me dizer o lugar do senhor, e assim continuamos, o autocarro a encher e eu sentada no lugar do organizador, ás tantas vejo um lugar uma fila abaixo, só com uma senhora, que agora não me recorda o nome, e perguntei ao organizador, ele perguntou á senhora sem nome, pela afilhada, e ela respondeu que ela não vinha, por estar indisposta, o homem respirou assim auditivamente de alívio, e eu também, o meu "colega" de banco deitava-me uns olhares, que me estavam a incomodar. Fiquei eu a ganhar. Porque a senhora sem nome, e nós apresentamo-nos, mas não fixei, fixei sim, que ela era TOC, é onde trabalhava, e isso é informação valiosa. Depois deste pequeno, mas longínquo contratempo, e já todos sentadinhos, vamos vendo a paisagem nuns ecrãs dentro do autocarro, muito original. No meio do dilúvio lá arrancamos nós em direcção a Santiago de Compostela, depois de Ourense, o céu como que por magia, limpou, e começamos a ver azul, em vez de cinzento/branco. A primeira paragem, devia dar para duas coisas, mas tendo de recorrer á secção masculina do wc, lá fomos nós de enfiada e antes que algum se apercebesse, a correr, não deu para o tão afamado café solo, mas acho que isso foi bom, porque estavam a reclamar do café espanhol, não sei do que reclamam, já sabem, que café como em Portugal, até os espanhóis gostam.

Chegados a Santiago de Compostela, está tudo em obras, a autoestrada, e a própria Basílica, mas quem se importa, o importante é a fé, e a magia do local. Depois de uma saída apressada do autocarro, lá nos dirigimos para a Plaza do Obradoiro, e nos maravilhamos com as imponentes torres, em obras, mas é sempre uma visão impressionante, a porta principal, estava fechada, fui perguntar no museu, porque me parecia que a entrada era lateral, e não me equivoquei, entramos, vimos todas as capelinhas, em velocidade cruzeiro, que a minha amiga, estava excitada e extasiada, com a magnificência da Catedral, tive de falar com ela, para andarmos mais devagar, que Santiago, não fugia, e esperava pelo nosso abraço, abrandamos e vimos, mais calmamente, com detalhe, explicações, e fomos ao túmulo, e depois para a fila, não tenho palavras para descrever a emoção, mais uma vez, de estar naquele local sagrado, e místico.

Fomos ás compras, sim porque los recuerdos para a família, e para eles verem que não foram esquecidos, e que ali me lembrei deles, andamos a deambular pela parte velha, e a falta de cafeína começou a sentir-se, e entramos num café-hotel (Hotel Rua Villar), onde tiramos fotos com os jogadores do Real Madrid (equipa que a L. apoia), e descansamos uns minutos. Continuando a explorar a cidade, voltamos ás compras, porque bem é irresistível e lembrei-me de mais alguém que também gostaria de uma pequena lembrança.

Fartei-me de disparar a máquina fotográfica, por todo o lado, beleza, e ambiente, alguns detalhes, a chamada dos empregados de mesa, a hora de almoço está cerca, a oferenda das tartes típicas, que não comi, porque tinha degustado um bom café, café, e uma galleta. A carne a apanhar sol, o marisco, as tartes, as recordações, fazem desta cidade também um antro de comércio.

A Plaza do Toural fez-me lembrar Guimarães, pela arquitectura, pela envolvência, pelo ar de história que se respira. Continuando pela cidade, e aproveitando o bom tempo, terminamos na Igreja de São Francisco, muito bonita também, estava  a terminar a missa. por isso foi visita relâmpago.

Chegados perto das 13:00, e como cumpridores fomos tirar o almoço do autocarro, e procurar uma sombra para almoçarmos. Combinamos e saímos de Santiago uma hora mais cedo, porque La Coruna, nos espera.......